Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil
Enviada em 31/10/2023
Em outubro de 1988, a sociedade brasileira conheceu um dos documentos mais importantes da história do Brasil: A Constituição Cidadã, cujo conteúdo garante o direito de acesso à educação a todos. Visto que, parcela da sociedade não usufrui da conclusão deste direito - sendo áreas periféricas as mais afetadas - é mister medidas que modifiquem a invisibilidade dada a este grupo social e a omissão estatal perante a problemática.
A priori, é imperioso destacar que a sociedade está vivenciando o conceito de banalização do mal, trazido pela filósofa Hannah Arendt, que seria quando uma atitude hostil ocorre constantemente e a sociedade passa a vê-la como banal. Desse modo, é evidente que a falta de reflexão sobre as desigualdades sociais configura a normalização da não conclusão da alfabetização. Nesse viés, é perceptível a necessidade da maior notoriedade ao assunto, pois a invisibilidade como forma de tratamento faz com que tais grupos sociais lidem com carência de medidas que enfrentem o problema tornando os direitos previstos em 1988, privilégios.
Outrossim, a omissão estatal inviabiliza a melhoria da situação atual. A esse respeito, o filósofo inglês John Locke, criou o conceito de contrato social, o qual o cidadão deve confiar no Estado, que por sua vez, deve garantir os direitos inalienáveis. Todavia, estudos feitos pelo Site Scientific Library Online, apresentam que no Brasil a partir dos 15 anos, possui em média 10 milhões de pessoas analfabetas. Dessa forma, é explícito que o estado faz-se incapaz de cumprir com o contrato de Locke findando a uma sociedade desamparada de seus direitos e a mercê de uma realidade injusta.
Destarte, é mister medidas que combatam a problemática. Desse modo, as instituições escolares - responsáveis pela transformação social - devem por meio de projetos pedagógicos promover a conscientização aos jovens da importância da alfabetização e a busca por mudança da situação atual, isso sendo feito com uso conativo de linguagem a fim de causar convencimento. Feito isso, gradualmente romper a inércia estatal e garantir o tratamento previsto pelas Nações Unidas, deixando de ser, em breve, uma utopia.