Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 01/11/2023

Em outubro de 1988, a sociedade brasileira conheceu um dos documentos mais importantes da história do Brasil: A Constituição Cidadã, cujo conteúdo garante o direito de acesso à educação a todos. Porém, atualmente na sociedade brasileira os desafios enfrentados para a conclusão da alfabetização, mostram que parcela da sociedade não usufrui deste direito, tornando-os isentos de seus direitos e desfavorecidos. Portanto, é mister medidas que modifiquem a invisibilidade dada a este grupo social e a omissão estatal perante a problemática.

A priori, é imperioso destacar que a sociedade está vivenciando o conceito de banalização do mal, trazido pela filósofa Hannah Arendt, que seria quando uma atitude hostil ocorre constantemente e a sociedade passa a vê-la como banal. Desse modo, é evidente que a falta de reflexão sobre as desigualdades sociais configura a normalização da não conclusão da alfabetização. Nesse viés, é perceptível a necessidade da maior notoriedade as classes suburbanas no quesito educação, pois a invisibilidade como forma de tratamento faz com que tais grupos sociais lidem com carência de medidas que enfrentem o problema tornando os direitos previstos em 1988, privilégios.

Outrossim, a omissão estatal inviabiliza a melhoria da situação atual. A esse respeito, o filósofo inglês John Locke criou o conceito de contrato social, o qual o cidadão deve confiar no Estado, que por sua vez, deve garantir os direitos inalienáveis. Todavia, estudos feitos pelo Site Scientific Library Online, apresentam que no Brasil apartir dos 15 anos, possui em média 10 milhões de pessoas analfabetas. Dessa forma, é explícito que o estado faz-se incapaz de cumprir com o contrato de Locke findando a uma sociedade desamparada de seus direitos e a mercê de uma realidade injusta.

Destarte, é mister medidas que combatam a problemática. Desse modo, as instituições escolares - responsáveis pela transformação social - devem por meio de projetos pedagógicos promover a concientização aos jovens da importância da alfabetização e a busca por mudança da situação atual, isso sendo feito com uso conativo de linguagem a fim de causar convencimento. Feito isso, gradualmente romper a inércia estatal e garantir melhoria nos dados de alfabetização do Brasil.