Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil
Enviada em 03/07/2024
Conforme a teoria do Cidadão de Papel, proposta pelo jornalista Gilberto Dimenstein, os direitos dos cidadãos, como a educação, assegurados pela Constituição Federal, estão somente no papel e distante da prática. Embora o número de analfabetos no Brasil tenha sofrido uma queda, essa realidade acontece mais na população idosa do país, Logo, essa entrave faz-se presente perante os avanços tecnológicos e a desigualdade regional no processo de alfabetização.
Em primeira análise, é notório como os avanços na tecnologia estão desalinhados com o sistema educacional hodierno. Durante a pandemia, a área da educação sofreu um grande impacto com o isolamento e a carência de recursos que abrangesse todos os alunos e professores, nos quais a única via para manter as aulas, era a conexão virtual. Dessa forma, a capacidade de comunicação dentro da sala de aula foi perdida, impulsionando um fenômeno de maior desinteresse e dificuldades cognitivas dos estudantes.
Ademais, a questão regional corrobora com a complexidade para solucionar a grande taxa de analfabetismo no país. Segundo a teoria do filósofo Achille Mbembe, o governo faz uma seleção de quem irá amparar, firmando assim uma segregação com o objetivo de provocar a destruição de alguns grupos minoritários. Neste contexto, tal afirmativa intercala-se com a falta de estrutura educacional nos locais mais afastados dos centros urbanos, como a periferia e as áreas rurais, que sofrem uma baixa no ensino e, consequentemente, na liberdade e autonomia. Assim, a educação básica é monopolizada para os grupos sociais mais privilegiados.
Sob esse viés, é imprescindível a necessidade de destinar um investimento nos recursos tecnológicos, por meio do Estado, juntamente com empresas privadas, que podem fornecer uma parceria, com o objetivo de modernizar a educação e alcançar cada vez mais jovens, além de um rede de transportes escolares gratuitos, democratizando o acesso à alfabetização para aqueles que estão mais afastados dos centros. Dessa maneira, a educação nunca será vista como uma despesa, mas sim como um investimento com retorno garantido.