Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil
Enviada em 25/09/2024
A Constituição Federal de 1988 - norma de maior hierarquia do sistema jurídico brasileiro - assegura a todos o direito à educação. Entretanto, há um número alarmante de analfabetos no país, o que elucida o desafio do processo de alfabetização em questão no Brasil. Com isso, observa-se a concretização de um cenário desafiador em virtude da falta de debates sobre o tema e da inoperância estatal.
A princípio, é fulcral atentar para a insuficiência de discussões sobre o processo de formação educacional dos cidadãos. Nessa perspectiva, o filósofo Habermas alegava que a linguagem é uma verdadeira forma de ação, ou seja, discutir um problema é um meio de enfrentá-lo. Sob esse viés, a difusão do ensino primário é um tema silenciado, uma vez que a população geral não tem consciência do impacto gerado no âmbito social e pessoal, ler e escrever são indispensáveis para uma convivência em sociedade. Logo, evidencia-se a omissão como um desafio que deve ser resolvido para enfrentar essa pauta.
Ademais, vale destacar a negligência governamental como um dos precursores no enfrentamento do imbróglio. Sob essa óptica, o filósofo Thomas Hobbes afirmava que é dever do Estado garantir o bem-estar da nação, isto é, cabe ao poder público solucionar questões latentes no país, como o processo de alfabetização. Nesse sentido, nota-se que o governo assume uma postura omissa, posto que segundo o Censo Demográfico, 7% da população brasileira com 15 anos ou mais, é analfabeta, número alarmante, que dá uma evidência da ineficiência de políticas públicas. Desse modo, é necessária a atuação estatal de modo eficaz para atenuar a problemática.
Portanto, urge que medidas estratégicas sejam tomadas para reverter esse cenário. Para que isso ocorra, é essencial que o governo, por intermédio da coparticipação de canais televisivos, elucide o assunto mediante ao Ministério da Educação, em uma série de programas televisivos em horário nobre, contando com especialistas de diversas regiões para discutir as principais consequências do letramento no Brasil. Desse modo, políticas públicas poderão ser direcionadas para atenuar-se-á problemática, e assegurar o direito previsto na Constituição.