Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 27/10/2024

Em 1516, o filósofo Thomas More teve grande notoriedade na literatura mundial com sua obra “Utopia”, na qual o autor cria uma ilha imaginária que se destaca pela ausência de infortúnio, ou seja, um lugar perfeito, harmônico, sem criminalidade. Contudo, fora do parâmetro ficcional, observa-se que, infelizmente, essa narrativa contrasta com o contexto social vigente no país, visto que os desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil, é pertinente nos dias atuais. Dessa forma, é notório que fatores como o precário sistema educacional brasileiro e também o posicionamento do Estado diante desse infortúnio, têm contribuído para esse cenário.

A princípio, observa-se que o modelo educacional brasileiro é conteudista, nesse sentido, mecanizado. Essa forma de ensino, segundo o educador Paulo Freire, estimula apenas a competividade entre os estudantes. Desse modo, os conceitos de cidadania e participação social deixam a desejar na formação educacional dos jovens brasileiros, os quais, ausentes de uma educação que estimule o pensamen-to crítico, acabam, muitas vezes, tendo um desvio educacional, no qual muitos jovens concluem priorizando o trabalho para garantir a renda familiar e, consequentemente, deixando os estudos de lado.

Em segundo plano, o posicionamento do Estado também cumpre papel relevante para garantir a alfabetização no Brasil, pois, apesar de haver na Constituição Federal de 1988 o reconhecimento da educação como direito fundamental, muitas vezes o cumprimento desse direito é prejudicado pela falta de políticas educativas eficazes e investimentos eficientes.

Fica evidente, destarte, a necessidade que indivíduos e instituições públicas cooperem pra mitigar os efeitos do analfabetismo no Brasil. Para isso, o Ministério da Educação, órgão responsável por promover políticas educadoras, deverá, junto às escolas, desenvolver projetos educacionais nos ensinos médio e infantil, como a semana do combate ao analfabetismo no Brasil, com estudos de casos e peças teatrais que possam conscientizar os jovens a sair desse mundo fictício, assim como dizia o filósofo Thomás More.