Desafios do sistema de segurança pública no Brasil
Enviada em 06/06/2018
De acordo com o filósofo moderno Thomas Hobbes em sua obra O Leviatã, um dos papeis do Estado é garantir segurança e proteção aos indivíduos por meio do contrato social. Não obstante, quando há crise na segurança pública, como no Brasil, percebe-se consequências, tais como o aumento dos índices de tráfico e violência.
Primeiramente, vale salientar que o Brasil tem uma grande extensão de faixa de fronteira, contudo não investe em fiscalização dessas regiões. Portanto, as fronteiras brasileiras são as principais entradas de armas e drogas, contribuindo para o tráfico. Segundo a Federação Nacional do Policiais Federais, a cada uma arma apreendida, trinta entram ilegalmente. Essa negligência é responsável pelo aumento da violência no país.
Tendo isso em vista, de acordo com o jornal O Globo, dentre os 800 mil assassinatos cometidos entre 2001 e 2005 no Brasil, 70% foram causados por armas de fogo. Entretanto, a entrada desses indivíduos no crime está condicionada à falta de investimentos em educação e à desigualdade social. Pesquisas da USP apontam que, a cada 1% de investimento em educação, reduz em 0,1% a criminalidade. Isso porque o conhecimento garante oportunidades de vida e se torna o mecanismo de luta por igualdade e justiça ao invés de atos criminosos.
Por conseguinte, a crise na segurança pública brasileira é responsável por milhares de mortes. Como investir em educação não é viável em um sistema capitalista, cabe ao Ministério de Segurança Pública investir e fortalecer projetos que conferem proteção às fronteiras, como o Calha Norte, utilizando novas tecnologias, como radares mais potentes. Tudo isso a fim de que haja um maior controle sobre o tráfico de armas e drogas, de modo consequente que diminua a violência e a criminalidade.