Desafios do sistema de segurança pública no Brasil
Enviada em 06/06/2018
O Brasil desde os primórdios de sua colonização já era sabidamente corrompido pela violência facetada na escravidão e martirização de indígenas e negros. Hoje, nota-se a perpetuação desse sentimento de violência consequência do ineficiente sistema de segurança pública vigente. Assim como, da exacerbada falta de oportunidade de trabalho que atinge, principalmente, as classes socioeconômicas mais baixas.
Em primeiro plano, vale ressaltar que o sistema público brasileiro visa, a priori, a repreensão, inserindo os criminosos em um sistema carcerário que não dispõe de recursos para a reinserção social. Segundo o Conselho Nacional de Justiça nos crimes mais rotineiros os presos passam, em média, apenas um ano reclusos, voltando após isso, em maior parcela, a vida no “submundo”, perenizando assim o círculo vicioso do crime.
Além disso, há uma elevada taxa de desemprego secundária, em parte, a deficiente educação do brasileiro que, majoritariamente, não está capacitado para exercer atividades que demandam algum nível de conhecimento obtido somente através da educação. Dessa forma, essa população, desprovida de trabalho e educação, busca meios alternativos para o seu sustento e de suas famílias, aderindo não raras vezes ao “sistema econômico do crime”. Esse quadro é retratado pelo eu-lírico da canção “Brasil” do compositor e cantor Cazuza no trecho: “Fiquei na porta estacionando os carros, não me elegeram chefe de nada, o meu cartão de crédito é uma navalha”.
Portanto, cabe ao Estado através no Ministério da Justiça fornecer subsídios que assegurem aos presos, enquanto reclusos, acesso a educação em todos os níveis, além de assistência psiquiátrica, psicológica e social para que sejam reintegrados adequadamente a sociedade. E através do Ministério da Educação incentivar, persuasivamente, por meio da mídia, a adesão ao sistema educacional dessa população alvo do crime, com ofertas de estágios remunerados e empregos após conclusão. Destarte, não ficará a mercê, do nada recompensável, submundo do crime.