Desafios do sistema de segurança pública no Brasil
Enviada em 21/06/2018
O autismo é uma síndrome neuronal que acarreta desvios na comunicação, na interação social e no uso da imaginação de seus portadores. Essa doença, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), afeta uma em cada, aproximadamente, 100 pessoas no mundo e, ainda assim, há uma enorme falha na inclusão desses cidadãos no Brasil. Sendo assim, é evidente a necessidade de medidas concretas que visem à inclusão de autistas, a partir do ambiente escolar, visto que ele é primordial para a socialização.
Em primeira análise, vale salientar que, como um entrave para a inclusão social de autistas, existe a falta de informação e o conseguinte preconceito no país. Na série de televisão “Atypical”, por exemplo, o protagonista tem autismo e passa por inúmeras situações humilhantes na escola, pelo o descaso dos colegas em relação ao seu problema, como nas situações em que os outros alunos fazem brincadeiras com a condição dele e o excluem das relações sociais. A série é, portanto, uma crítica muito condizente com a realidade, que não abre portas para os autistas expressarem suas potencialidades.
No segundo plano, percebe-se que, quando são dadas ao autista condições de ir para a escola e de estudar como qualquer outro aluno, o que não é efetivado no Brasil, respeitando as suas individualidades, ele consegue uma vida bem mais integrada à sociedade. Um grande exemplo disso é o personagem principal do filme “Forrest Gump”,que, ainda que sofresse do Transtorno do Espectro Autista, teve uma formação educacional garantida e, por isso, uma vida cheia de realizações importantes. Em consonância a isso, o sociólogo Anthony Giddens enfatizou a importância do âmbito escolar para a inserção social de todos os cidadãos, e, desse modo, ao rejeitarmos pessoas com autismo, segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), desperdiçamos parte do potencial humano.
Logo, como o autista no Brasil é extremamente excluído, é necessário que efetivemos a sua inclusão, iniciando-a na época de escola, pois essa é a fase da vida na qual mais nos desenvolvemos e nos tornamos capazes de nos incluirmos na sociedade de trabalho. Por isso, a Associação Brasileira de Autismo deve, em conjunto com o Governo Federal, elaborar ações educativas, por meio de palestras para os estudantes das instituições de ensino, para que eles obtenham conhecimento sobre o autismo e saibam como lidar com colegas que tenham essa doença e, ainda mais, por intermédio de oficinas para educar, também, os profissionais da educação, com o intuito de que eles possam agir de modo eficiente no processo pedagógico de autistas. Com essa ação, o país garantirá maior equidade entre seus cidadãos.