Desafios do sistema de segurança pública no Brasil
Enviada em 10/06/2018
Nas tradicionais relações de " suserania e vassalagem " da nobreza feudal era dever do vassalo oferecer fidelidade bem como proteção absoluta ao seu suserano estabelecendo, desse modo, uma união simbiótica e amigável. Na era pós-moderna, entretanto, embora seja dever dos governantes ofertar um ambiente seguro além de pacífico aos cidadãos, estes têm seus direitos básicos desrespeitados porquanto a segurança pública no Brasil se encontra defasada assim como incapaz de enfrentar a violência nacional.
Primeiramente, segundo Sérgio Buarque de Holanda, o brasileiro tende a colocar seus anseios econômicos pessoais em sobreposição aos interesses gerais da coletividade. Nesse âmbito, é notório destacar que um dos aspectos que dificultam a organização de uma segurança pública de qualidade decorre da intensa corrupção das verbas destinadas a proteção do indivíduo por políticos interessados em satisfazer, unicamente, as suas ambições financeiras. Desse modo, o fraco incentivo do Estado nos setores de segurança brasileira eleva a criminalidade urbana em virtude do alto despreparo - físico e emocional - dos policiais assim como o intenso sucateamento dos presídios estaduais.
Ademais, o cenário de seguridade comunitária no Brasil se enquadra na teoria de Thomas Hobbes,o qual afirma que a ausência do aparelho estadual é responsável pelo surgimento de um estado caótico no meio social. Dessa maneira, profissionais desqualificados, altos índices de homicídios combinado a quase inexistência de políticas eficientes de ressocialização de presos evocam um estado de " selvageria social " em que os atores sociais - totalmente alheios a proteção dos governantes - são vítimas constantes de assaltos, roubos e assassinatos por indivíduos perigosos ao convívio coletivo.
Destarte, é mister que o governo,em parceria com os sindicatos ,criem secretarias especializadas na investigação bem como na fiscalização de corporações policias e políticas desonestas, por meio da supervisão periódica de documentos suspeitos, a fim de inibir a adulteração das verbas públicas, e, por conseguinte, promover melhorias na esfera de segurança pública. Por fim, é necessário que as universidades forneçam aos agentes nacionais seminários periódicos, com a presença de psicólogos e sociólogos, mediante o fornecimento de palestras periódicas que melhorarão a ética dos guardas ao lidar com traficantes como também atendimento psicológico individualizado ao vigilante, no intuito de fortalecer o emocional do indivíduo frente a situações estressantes e de alto risco.