Desafios do sistema de segurança pública no Brasil

Enviada em 08/06/2018

“A violência destrói o que ela pretende defender: a dignidade da vida, a liberdade do ser humano”. A frase do papa João Paulo II vai de encontro com a realidade do Brasil no século XXI, onde as pessoas perderam sua liberdade de ir e vir por conta da desmesurada violência. Liberdade essa que está descrita na Constituição Cidadã de 1988, em que afirma-se que a segurança pública é um dever do Estado, porém garantir esse direito tornou-se um desafio e é de cunho político e social tomar providências para resolver o impasse.

Em primeiro lugar, é importante ressaltar que, a falta de investimentos nas áreas educacionais e socioculturais é um dos principais motivos dos jovens seguirem a vida do crime. A falta de lazer, cultura e principalmente o sistema de ensino público precário faz com que adolescentes procurem distrações fáceis. Por conseguinte, acabam se interessando pelo crime, pois é algo de fácil acesso e que chama a atenção. Ideia essa que vai de encontro com o pensamento do filósofo Pitágoras “Eduquem as crianças e não será necessário castigar os homens” dessa forma, é indubitável que uma educação de qualidade é o aperfeiçoamento de uma sociedade.

Ademais, a má infraestrutura carcerária faz com que os presos firmem uma lutam diária pela sobrevivência. A superlotação e deterioração das celas e, até, falta de água potável provam a supressão de subsídio à integridade humana. Além disso, as prisões são controladas por facções criminosas o que leva muitos detentos de crimes de pequenas atrocidades se tornarem grandes criminosos. Dessa forma, se os problemas persistirem, ao final da pena o indivíduo terá dificuldades para se reintegrar na sociedade e como em muitos casos, voltará ao crime.

Destarte, visto que o sistema de segurança pública no Brasil é um desafio a ser resolvido, são necessárias medidas para resolver a problemática. Primeiramente, o acesso à educação de qualidade é um direito universal, logo, o Governo deve investir mais no ensino público e criar programas de educação e cultura dentro das escolas, para que assim os jovens não se submetam ao crime. Ademais, o Estado deve investir na extensão de cadeias para evitar a superlotação. Por fim, o Governo em parceria com ONG’s devem ministrar atividades pedagógicas para os detentos com a finalidade de reinseri-los no meio social, só assim a segurança pública sairá da inércia.