Desafios do sistema de segurança pública no Brasil

Enviada em 11/06/2018

A terceira lei de Newton sugere que, para toda ação, existe uma reação. Quando o assunto é planejamento político e segurança pública, a aplicação da física é muito mais que uma triste constatação, já que a falta de planejamento político resulta em uma ineficiente segurança pública vivida diariamente no Brasil. Para reverter tal quadro, o governo cria leis para inibir essa terrível combinação. Porém, é preciso entender os limites e desafios dessas leis presentes desde a constituição de 1988 e suas atualizações que, apesar de pertinentes, ainda encontram obstáculos.

Nessa perspectiva, pode-se dizer que houve uma redução de casos de casos de insegurança pública desde a constituição de 1988. O fortalecimento das punições àqueles que praticavam atos ilícitos fez que muitos temessem a sua possível prisão. Assim, por meio de campanhas midiáticas, a população tomou conhecimento a respeito de leis e, dessa forma, elas ganharam força. Para que isso não se perca, é muito importante que as punições se mantenham e sejam aprimoradas.

No entanto, não se pode fechar os olhos para o fato de que as leis possuem entraves. A impunidade é um dos principais problemas que afetam a seguridade das leis vigentes, com isso a sociedade tem consequências que chegam a resultar privações na vida social, pois muitas pessoas têm medo de sofrer violações ao sair nas ruas do país, etc. Aliado a isso, o aparato fiscalizador é falho, pois não há operações em todos os horários necessários, não havendo atendimento a todas as demandas, tendo em vista que as violências ocorrem ao longo de todo o dia.

Fica claro, portanto, que as leis existentes são extremamente benéficas, mas, para que seus efeitos sejam ainda mais positivos, há muito o que fazer. Nesse contexto, educação e empregos são fundamentais. A fim de erradicar tal problema o governo deve investir em educação para que desde cedo as crianças visem qualificações e governo deve investir em empregos para essas pessoas e elas não acabem buscando o mundo do crime e fomentando, assim, a precariedade da segurança pública.