Desafios do sistema de segurança pública no Brasil

Enviada em 11/06/2018

Intervenções “cosméticas”!

Recentemente no dia 16 de janeiro em 2018, o presidente Michel Temer decretou a intervenção federal no Rio de Janeiro. Nesse contexto, a intervenção pode momentaneamente transmitir a sensação de segurança, mas, se autoridades governamentais não solucionarem as questões básicas de política de segurança no Rio, tal medida não terá nenhum êxito. Logo, para que esse cenário não se reverbere em todo país, é necessário adotar uma intervenção social somado as reformas consistentes no sistema de segurança pública no Brasil, pois assim os desafios poderão serão ser amenizados.

Sobretudo, diante desse quatro, é importante salientar que medidas cosméticas, não são duradouras, apenas “manqueiam” as mazelas sociais  resultando, posteriormente, na explosão de violência nacional. Embora, se saiba que a questão de segurança do Rio é um problema urbano e histórico, a intervenção federal militar é a única alternativa imediata para alcançar um “pseudo efeito” de controle interno das autoridades contra a crueldade alarmante a violência no Estado. Partindo desse pressuposto, declara que, para se combater de forma eficaz a violência endêmica , é necessário o investimento financeiro nas outras esferas, como : saúde, transporte e educação. Esses são direitos fundamentais previsto no artigo V da Constituição Federal de 1998. Assim, a intervenção social surtirá efeito de longo prazo, evitando assim os empecilhos da segurança pública nacional.

Ademais, as raízes dos problemas brasileiros  revela anos de políticas públicas falidas em um Estado dilapidado por lideranças políticas corruptas. Portanto, mais do que intervenções militares nas ruas é necessário uma reforma no sistema público de segurança. Por meio, das  reformas infraestruturais no sistema penitenciário, visto, que , hodiernamente, conforme dados do Fórum Brasileiro de Justiça o Brasil possui -" a quarta maior população carcerária do mundo", logo, os precários presídios devem ser aumentados e reformados para evitar o excesso de lotação nas cadeias. Assim, talvez, os desafios que as rebeliões que  aconteceram em várias unidades prisionais do país, no inicio de 2017. poderiam ser evitadas.

Evidencia-se, portanto, que a intervenção social é uma estratégia imprescindível, ao longo prazo, para o combate a violência. Em razão disso, o único caminho plausível é a cidadania. Logo, cabem medidas urgentes de diminuição de desigualdades sociais, por meio de investimentos na educação o Estado Federal poderá aperfeiçoar o ensino da educação pública, visto  que o capital aplicado tem o objetivo da contratação de profissionais mais qualificados e a melhora na infraestrutura. Em síntese ,mais do que intervenções “cosméticas” o país urge por ações sociais.