Desafios do sistema de segurança pública no Brasil

Enviada em 17/06/2018

O Brasil vem cada vez mais ocupando o topo de pesquisas mundiais de países inseguros para se viver. Os aumentos das taxas de homicídios, latrocínio e roubo justificam o país ter a quarta maior população carcerária do mundo. Além disso, a falta da definição do que seria a segurança publica na constituição e o escasso investimento nessa área indicam o despreparo dos últimos governos para lidarem e entenderem a condição social brasileira que elevam as taxas criminais.

Em 2016 o Brasil registrou o maior numero de homicídios da historia – cerca de 7 assassinatos por hora. As taxas de roubos e feminicídios também cresceram de 4 a 5% nos últimos dois anos, e as respostas reacionárias do governo – como a intervenção militar no estado do Rio de Janeiro – se comprovaram apenas midiáticas, uma vez que gerou mais conflitos e mortes de inocentes e de agentes policiais e o percentual de crimes não caiu.

Para o sociólogo Emile Durkheim baixos níveis de criminalidade são normais para sociedade, pois indicam que, como um corpo humano, a sociedade está viva e exposta a doenças (violações da lei) em nosso meio. O problema está em como a sociedade lida com essas “doenças”, a punição que desumaniza as pessoas que cometeram crimes apenas corroboram para que eles não se sintam parte da sociedade e tornem a cometer violações ainda piores.

Simplificando, as decisões em politicas publicas de segurança estão sendo abordadas de forma errada para com a sociedade, as atuais atitudes reacionárias e o método de punição à criminosos já se mostraram ineficazes.

Para a atual situação, uma nova politica do combate ao trafico de drogas devem ser tomadas, a criminalização da mesma só a torna lucrativa para o financiamento de armas ilegais para o conflito com a policia, o ideal seria o controle, pelo governo e agentes da saúde de capitais privados, das vendas e comercialização dos entorpecentes. Da situação carcerária, as prisões estatais em parcerias com ONG’s e uma bancada de psicólogos devem consolidar e restituir o ex-encarcerado como parte da sociedade, para que ele se sinta participativo e uma peça importante do meio social, retirando dele a ideia de segregado e desordeiro.