Desafios do sistema de segurança pública no Brasil

Enviada em 17/06/2018

O documentário “Última Parada 174” retrata a história de um sequestrador que, antes de ser nomeado de tal forma, teve uma infância marcada pela criminalidade ao presenciar o assassinato de sua mãe. Fora das telas, o caso que chocou os brasileiros no ano 2000 é apenas um dos exemplos que conceituam os desafios da segurança pública no país, vigorados, principalmente, pela falta de uma política de prevenção aos grupos de risco e a instável relação entre polícia e sociedade.

Em primeiro plano, é inegável a relevância da desigualdade social no fortalecimento da criminalidade. Conforme o jornal Folha de São Paulo, o índice de desigualdade é proporcional à criminalidade de uma região, fato que ilustra a realidade das zonas mais pobres do país, já que, sem a estrutura básica de desenvolvimento, torna-se, o crime, a escolha mais aparente. Dessa forma, a falta de políticas preventivas focadas em tais grupos socioeconômicos coibe um resultado efetivo do sistema público de segurança.

De segunda parte, outro fato que desafia a concretização da segurança no país é a instabilidade da relação entre a força polical e a sociedade civil. Para Milton Santos, quando uma sociedade enxerga apenas o que a divide torna-se alienada, o que faz da união do campo de visão o fator relevante para seu desenvolvimento. Sendo assim, embora seja cedido à polícia o poder do uso da força, a instituição deve cumprir relugamentos que respeitem os direitos humanos, assim como o grupo social deverá prestar o apoio necessário em ações policiais. Em suma, a harmonia entre os grupos é o requisito primordial para a qualidade dos serviços prestados.

Urge, portanto, a necessidade da aplicação de ações preventivas diretamente nos grupos de maior risco e, de maneira análoga, a aproximação entre polícia e população. Para isso, o Ministério da Educação e o Ministério do Esporte poderão atuar com centros acolhedores nas regiões mais suscitas ao crime que, periodicamente, promovam ações esportivas, artísticas e educativas aos moradores, além de atendimento psicológico gratuito. Os órgãos poderão, ainda, integrar aos centros atividades diretamente com a Polícia Militar, como palestras e gincanas,  com o fito de aproximar os dois grupos, o que qualificará sua relação e a segurança local. Dessa maneira, os desafios à questão no Brasil serão, paulatinamente, atenuados.