Desafios do sistema de segurança pública no Brasil

Enviada em 18/06/2018

Na sociedade contemporânea, é consenso em meio às comunidades sócio-políticas atuais, a debilidade do sistema de segurança pública do Brasil, que está intrinsecamente ligada à realidade no país, seja pela ineficácia das políticas públicas vigentes, seja pela precariedade da infraestrutura dos sistemas públicos.

É indubitável que a questão legislativa e a sua aplicação contribuem para o problema a respeito da segurança pública. A Constituição brasileira assegura o direito à vida aos cidadãos desde a sua concepção, no entanto, mais de 60 mil assassinatos acontecem anualmente e somente 5% são solucionados. Não obstante, pouco tem sido feito, no âmbito político, para uma melhora em locais como os presídios, a Febem, ou sobre a tortura em delegacias ou então sobre a eterna lentidão no sistema judiciário.

Além disso, o problema na segurança é agravado com a falta de infraestrutura na saúde, transporte e principalmente na educação, que sofre com escolas sucateadas, sem cadeiras, merenda, transporte adequado e às vezes até sem professores.  Nesse ambiente, a troca da sala de aula pela vida do crime acaba sendo compreensível, onde são acolhidos por outros criminosos, tratados bem e conseguem ganhar mais do que um salário mínimo. Em um primeiro momento, o crime parece compensar.

Infere-se, portanto, que a segurança pública no Brasil precisa de melhorias. Dessa forma, cabe ao Poder Legislativo criar leis mais rígidas, que façam o indivíduo ficar com receio de cometer delitos. Cabe também ao Governo Federal dar melhores condições ao sistema penitenciário, por meio do trabalho, cursos especializados, fazer parcerias com ONGs, auxiliando na recuperação desses indivíduos. Por fim, como disse o filósofo Pitágoras: “Educai as crianças e não será preciso punir os homens”. Nesse sentido, é preciso que o Ministério da Educação direcione recursos para melhorar escolas, assim como criar programas nas comunidades de risco, para assim, começar a caminhar na direção de um país mais igualitário.