Desafios do sistema de segurança pública no Brasil
Enviada em 05/08/2018
Nas últimas décadas, o Brasil tornou-se o país que sente mais medo no mundo, de acordo com a ONU. O pânico generalizado que permeia a nação é resultado do alto índice de violência urbana, colocando como um dos principais temas da pauta governamental a questão da segurança publica. Afinal, o que deve-se fazer para diminuir a criminalidade?
O primeiro obstáculo a ser enfrentado é a falta de recursos - o Brasil tem dimensões continentais, no entanto, destina apenas 1,5% do PIB para combater a violência; enquanto outros países menores como a frança investe 1,7% no setor. Com tão pouca verba, a infraestrutura das instituições de segurança encontra-se sucateada e o efetivo policial diminuto têm a difícil missão de reprimir a crescente criminalidade, cada vez mais aparelhado de tecnologias e armamentos modernos. Frise-se ainda que, não obstante o déficit orçamentário, a corrupção arraigada no país faz com que o pouco dinheiro, muitas vezes, “desaparece”.
De mais a mais, a péssima gestão é preocupante. O fracasso do projeto de pacificação do complexo da maré, no Rio de Janeiro, infelizmente evidencia como o dinheiro público é mal aplicado: ao invés de investir em planejamento, inteligência e prevenção do crime, prioriza-se medidas puramente repressivas. No entanto, a experiência realizada na cidade de Guajuviras por Alberto Kopittke, diretor executivo do Instituto Cidade Segura, ilustra como investir em gestão integrada e tecnologias modernas além de mais humano, pode ser mais barato e efetivo.
Para diminuir a criminalidade deve-se, como afirma André Luiz, comandante da PM, diante do pouco recurso, disponibilizar o melhor. Criar um sistema de informações que permita identificar os horários e as localidade mais violentas é indispensável para o bom planejamento das ações policiais. Além disso, os gestores devem investir em tecnologias de câmeras, audiomonitoramento e computação que permitem resoluções mais rápidas e eficazes de crimes. Em suma, deve-se investir na política preventiva e na boa gestão dos gastos da segurança pública.