Desafios do sistema de segurança pública no Brasil
Enviada em 23/08/2018
Solução racional e solução utópica
O eminente fracasso da intervenção federal no Rio de Janeiro escancara a crise na segurança pública. Mesmo investindo cerca de um por cento e meio de seu Produto Interno Bruto (PIB), o Brasil é incapaz de garantir a eficiência de um sistema que zele pela ordem.
Como muitas crises sociais, sua raiz não está na sociedade em si, mas na política. Ou seja, mesmo se um investimento maior fosse feito na área, nada garantiria que a verba necessária chegaria intacta aos cofres públicos e seria eficaz no combate.
Em Ética a Nicômaco, Aristóteles liga a ideia de pólis justa à dependência entre qualidade das leis e a qualidade moral dos cidadãos. Contextualizando à realidade brasileira, dentro de uma sociedade cada vez mais violenta, o anseio por leis mais severas e justiça se torna maior e lógico diante da desordem existente.
Programas de treinamento intensivo e extensivo das forças de segurança, melhores salários que elevem a moral dos agentes, equipamento de qualidade e uma guarda jurídica condizente com momentos críticos são melhoramentos importantíssimos para a efetividade da segurança pública.
Ainda assim, como é sabido, apenas a educação e o conhecimento podem proporcionar uma harmonia social, tornando toda a infraestrutura necessária para o combate ao crime algo útil apenas à médio prazo, mas ainda essencial, afinal, até estudantes são assassinados. Simplificando, uma utopia só se torna realidade ao lado de uma solução racional.
Portanto, enquanto o Executivo está cambaleante, o viés da solução cai nas mão do Poder Legislativo e do Judiciário. Melhorar a infraestrutura do sistema de segurança, endurecer punições e tratar criminosos e policiais de acordo com suas atrocidades, e de maneira que ainda se respeite os direitos humanos, evitaria que os índices de criminalidade aumentassem exponencialmente a ponto de prejudicar uma educação que seja transformadora.
Enquanto o Executivo está cambaleante, o viés da solução cai nas mãos do Poder Legislativo e do Judiciário. Fechar o cerco evitaria que os índices aumentassem exponencialmente.
Programas de treinamento intensivo das forças de segurança, melhores salários que elevem a moral dos agentes, equipamento de qualidade e uma guarda jurídica condizente com momentos críticos.
Como é sabido, apenas a educação e o conhecimento podem proporcionar uma harmonia social capaz de diminuir o caos. Porém, enquanto os investimentos são pífios, uma solução à curto prazo deve ser tomada.
Enquanto o Executivo está cambaleante, os outros dois poderes devem tomar a responsabilidade para fechar o cerco e evitar que os índices aumentem exponencialmente, pois, como é sabido, apenas a educação e o conhecimento podem criar uma harmonia social capaz de diminuir o caos
Diante desse problema ético, o viés da solução cai nas mãos do Poder Legislativo e do Judiciário. Sem liberdade e guarda jurídica para atuar de forma equivalente aos desafios enfrentados em dadas situações, o investimento feito é inútil.
Em Ética a Nicômaco, Aristóteles liga a ideia de pólis justa à dependência entre qualidade das leis e a qualidade moral dos cidadãos. Contextualizando à realidade brasileira, dentro de uma sociedade cada vez mais violenta, o anseio por leis severas e justiça se torna maior e lógico diante da desordem existente.
Enquanto o Executivo está cambaleante, os outros dois poderes devem tomar a responsabilidade para fechar o cerco e evitar que os índices aumentem exponencialmente, pois, como é sabido, apenas a educação e o conhecimento podem criar uma harmonia social capaz de diminuir o caos.