Desafios do sistema de segurança pública no Brasil

Enviada em 10/10/2018

Neste ano de 2018, o Rio de Janeiro presenciou uma intervenção militar, com o intuito de atenuar a violência que se alastra pela cidade. Tal fato reflete a situação caótica da segurança pública que persiste no país, seja pela hereditariedade de comportamentos sociais, seja pela insuficiência governamental.

Primeiramente, é válido ressaltar que uma das principais causas do cenário apresentado é a influência que os indivíduos sofrem do tecido social. Segundo o filósofo Jean Jacques Rousseau, “o homem nasce bom, mas a sociedade o corrompe”. Sob essa perspectiva, os jovens, muitas vezes, crescem em ambientes familiares conflituosos ou se inserem em ciclos de amizades que os induzem à má conduta, levando-os à criminalidade, fator esse que contribui acentuadamente para a alta taxa de violência nacional.

Ademais, outro aspecto que agrava o quadro exposto é a falha atuação do estado, no papel do sistema penitenciário. Segundo o Ministério de Justiça, a população carcerária do país é quase o dobro do número de vagas. Tal dado exibe a situação defasada a qual se apresenta o sistema supracitado. Em face disso, a instituição que é responsável pela reinserção dos presos na sociedade não cumpre seu papel original e acaba atuando como formadora de reincidentes criminais, tendo em vista a diversidade de detentos e a difusão de conhecimentos relacionados ao crime nas penitenciárias. Como prova disso, segundo dados do Tribunal Federal de Justiça, a taxa de reincidência no Brasil é de cerca de 70%.

Portanto, a violência pública se mostra uma barreira a ser superada no território nacional. Para isso, o Ministério da Educação deve disponibilizar psicólogos nas escolas, para que, por meio de conversas e palestras, esses profissionais possam instruir os jovens, de maneira que eles não entrem no mundo do crime, além de orientar os pais a sempre conversarem e observarem mais de perto as amizades dos filhos. Outrossim, é necessário que o Estado realize melhorias nas estruturas das prisões, para que possam acomodar bem todos os encarcerados. Por fim, o governo de também implantar medidas mais eficazes de reinserção social, como acompanhamento com psicólogos durante os primeiros meses de soltura, cotas em universidades para pessoas privadas de liberdade e mecanismos de geração de renda, para que o indivíduo tenha autonomia financeira e não necessite retornar à criminalidade.