Desafios do sistema de segurança pública no Brasil

Enviada em 14/10/2018

Apenas em papéis

No livro Capitães de Areia, escrito por Jorge Amado, conta uma história de um bando de meninos marginalizados pela sociedade que vivem em meio a violência. Através de um crítica social, o autor revela a situação de precariedade da segurança pública no Brasil no século XX. No entanto, ainda hoje é visível muitos problemas nesse cenário. Dessa forma, esse assunto precisa ser analisado e solucionado.

Em primeiro lugar, é preciso compreender as questões de recursos destinados à defesa da sociedade contra eventos de insegurança e criminalidade. A utilização de equipamentos modernos de fiscalização, perícia e monitoramento auxiliam para que os índices de crime e violência diminuam. Jaguará do Sul, em Santa Catarina, é um exemplo de cidade que usa essas tecnologias e é reconhecida como a cidade mais segura do país. No entanto, sua fraca aplicação está associada ao ineficiente investimento em segurança pública, que segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, só em 2016 foram gastos somente 1,5% do PIB (Produto Interno Bruto), o que é muito pouco quando comparado com outros países.

Ademais, a conjuntura está associada a contextos sociais. A intervenção militar na Favela da Maré demonstra um caso em que a violência pode provocar mais violência. Após matanças, direitos humanos destituídos e custos de quase R$ 600 milhões aos cofres públicos, a desocupação militar na favela aumentou ainda mais os dados de violência e criminalidade na região. Entretanto, a promoção de políticas como oportunidades de trabalho, renda, educação e cultura para a sociedade foi escassa. Dessa forma, áreas mais vulneráveis precisam de um fomento para melhorias socioculturais em parceira com o poder policial, para a concretização de segurança pública no país.

Portanto, visto que a segurança pública possui desafios a serem superados, é necessário que o Governo Federal invista mais no Gabinete de Gestão Integrada Municipal e nas demandas financeiras das delegacias, para que os municípios consigam fiscalizar com mais precisão, investigar e monitorar com recursos tecnológicos apropriados nas situações apuradas. Também, é preciso que o Ministério Público juntamente com o poder militar, crie políticas públicas específicas para cada região vulnerável, para que haja mais promoção de direitos socioculturais, educação e empregos. Assim, supervisionando com mais modernidade e viabilizando questões educacionais, o cenário precário da segurança pública poderá ser solucionado e histórias como essas poderão ficar apenas no papel como nas de Jorge Amado.