Desafios do sistema de segurança pública no Brasil
Enviada em 24/10/2018
O assassinato da vereadora Marielle Franco, do Rio de Janeiro, bem como a intervenção federal na segurança deste mesmo estado, em 2018, acalorou ainda mais os debates acerca de um tema que envolve todo o país: os desafios do sistema de segurança pública no Brasil. Evidentemente, há uma crise na organização dessa estrutura. Entretanto, sabe-se que a situação se acentua com os problemas das penitenciárias nacionais e na educação de jovens e adolescentes.
A priori, a superlotação das celas que abrigam os privados de liberdade brasileiros mais revolta do que ressocializa. Inegavelmente, esse fator impulsionado pela morosidade da justiça brasileira, que faz com que, de acordo com o Ministério da Justiça, mais de 30% dos encarcerados permaneçam sem julgamento, contribui com o aumento da violência, uma vez que essa condição desumana desperta pensamentos agressivos nos condenados. Assim, ao cumprirem suas penas, os cidadãos retornam às cidades e continuam com ações criminosas.
Ademais, a falta de oportunidade de frequentar a escola que afeta muitos juvenis repercute na elevação do número de malfeitores nas ruas. Por certo, a ideia usada desde os jesuítas de ocupar a mente dos indígenas para evitar que estes se desviassem de trilhar caminhos mais pacíficos é atemporal. Portanto, é importante que se pense no papel da escola ao povoar os pensamentos dos jovens como fator interferente na segurança pública.
Logo, ações eficientes das autoridades para a melhoria da segurança pública são imprescindíveis. Nesse sentido, o Estado deveria investir mais na contratação de juízes e promotores, para a aceleração do julgamento dos presos provisórios e consequente diminuição de seu número, e na construção de mais escolas, no intuito de, respectivamente, oferecer aos detentos condições que os ressocializem e, aos jovens, uma forma de ocupar a mente de forma benéfica. Assim, a construção de um Brasil mais seguro seria possível.