Desafios do sistema de segurança pública no Brasil

Enviada em 30/10/2018

De acordo com Rousseau, a natureza do homem é pacífica e harmoniosa até ser corrompido pelas controvérsias do estado civil. Analisando o pensamento do filósofo, percebe-se que a realidade descrita se faz onipresente no país e perpetua-se com os desafios encontrados no sistema de segurança pública do Brasil. Nessa perspectiva cabe analisar dois pontos que não podem ser negligenciados, como as objeções encontradas pelo sistema político para assegurar esse direito para os brasileiros e as consequências para a população, diante de tamanha negligência.

É indubitável que a questão constitucional e suas aplicações estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo Michel de Montaigne, a mais honrosa das ocupações é servir o público e ser útil para as pessoas. De maneira análoga, verifica-se que a relação administrativa do país  não possui essa atuação concretizada, já que o policiamento brasileiro não tem o preparo suficiente para acabar com as facções, os grupos de crime organizado, o tráfico de drogas e armas ilegais, e assim acentuado a violência no país.

Ademais, convém frisar que os impactos da violência são algo pertinente à vida da população. Tal fato se comprova com os recorrentes casos de assédio sexual, assalto a mão armada, latrocínio, agressão física e entre outros tipos de deturpação dos direitos humanos. Além disso, muitos dos envolvidos nas relações de crime são excluídos socialmente, dos setores da educação e do trabalho entregando-se à marginalização. Diante disso, o problema só será contido com a mobilização social e política em função de seu combate.

É evidente, portanto, que há muitos entraves para se garantir a solidificação de políticas que visem um mundo melhor. Portanto, é necessário que o Ministério do Trabalho e Emprego desenvolva concursos públicos e vagas para estágio, oportunizando serviços e a inserção no mercado de trabalho dessa população marginalizada, para que não continuem na vida criminosa. Adicionalmente, o Ministério da Segurança pode desenvolver serviços comunitários com participação dos meios artísticos e educacionais para alcançar a população vulnerável ao crime, garantindo acesso a educação e a cultura. Afinal, como defendia o psicanalista Freud, o desejo de viver bem mobiliza à modificação da realidade.