Desafios do sistema de segurança pública no Brasil

Enviada em 10/03/2019

De acordo com Thomas Hobbes, em sua obra ‘O leviatã’, a origem do Estado se deu por uma necessidade dos homens de conseguir uma segurança, evitando o estado de natureza, que é desregrado e influenciado pelo mais forte. Dessa forma, como quesito fundamental para a criação de uma nação, é normal que a segurança seja tratada como prioridade. No entanto, no Brasil essa vem sofrendo problemas para sua consolidação, em especial, por medidas imediatistas do Governo somadas a uma cultura de ódio a ex-detentos. A priori, no ano de 2018 o site da Revista Veja expôs um contador de mortes nos dias da operação de pacificação das favelas. Nesse contexto, nota-se que a intenção da empresa midiática era de criticar a ação, uma vez que operações como essa vem se repetindo ao longo da história e só servem para gerar uma paz momentânea ao custo de várias mortes e grande gastos para o Governo. Por conseguinte, é evidente que medidas assim como propaganda política ao invés de resolver as raízes do revés:a falta de escolas e áreas de lazer para essas comunidades. Outrossim, a população brasileira está imersa em uma cultura de ódio a ex-detentos que exponencia a reincidência desses indivíduos por dificuldade de reintegrar à sociedade. A exemplo, o caso do “Boa Esporte” que perdeu dois patrocinadores ao contratar o goleiro Bruno por ele se tratar de um ex-presidiário nacionalmente conhecido. Logo, é transparente que a falta de uma elucidação aos brasileiros faz com que muitos daqueles que gostariam de sair da marginalidade voltem a fazer parte dos índices de superlotação carcerária. Em síntese, é visível, portanto, que caso se queira uma disrupção da situação atual, o Governo Federal em conjunto a Esfera do Quarto Poder devem agir em conjunto. Destarte, cabe ao primeiro, através do Ministério da Justiça, reavaliar as formas de combate a violência como as do Rio de Janeiro, buscando alia-las ou substitui-las por implementação de escolas e centros de lazer-quadras, praças- redutores de ócio e da violência. Ademais, os meios midiáticos devem mostrar através de novelas e propagandas as consequências para a população da cultura do ódio aos ex-detentos, afim de reduzir preconceitos e índices de reincidência. Por fim, haverá uma adaptação eficiente que fará jus aos padrões de estado de Hobbes.