Desafios do sistema de segurança pública no Brasil
Enviada em 06/03/2019
Pobre, negro e morador da “favela”. Esse é o esteriótipo de um criminoso no Brasil, país que possui não só a maior população carcerária do mundo, segundo o Ministério da Justiça, como também um dos maiores índices de desigualdade social. O baixo investimento em políticas voltadas à educação, saúde e renda, em consonância com a permanência do crime organizado pela ineficiência da polícia e do sistema carcerário, são fatores que tornam difícil o controle da violência, proporcionando uma instabilidade na segurança pública brasileira.
O pequeno gasto com políticas públicas voltadas à saúde, emprego e, principalmente, educação, faz com que as crianças e jovens com baixo poder aquisitivo não criem expectativas com um futuro acadêmico e profissional promissor. Filhos das classes alta e média da sociedade ficam à frente no mercado de trabalho, tendo em vista as grandes barreiras postas sobre os de baixa renda. Muitos destes, através da desesperança com o futuro aliada ao desemprego, se encaminham para o mundo do crime.
Outro aspecto a ser considerado é a permanência do crime organizado pela incapacidade policial e a desorganização das penitenciárias brasileiras. O despreparo da polícia é ocasionado pela falta de recursos, sendo necessário que esses trabalhem arriscando a própria vida e ganhando baixos salários. Além disso, a falha fiscalização nas prisões permite que os chefes das grandes facções criminosas, como do tráfico de drogas, continuem no comando mesmo após serem detidos.
Dessa forma, faz-se necessário que o Ministério da Segurança Pública direcione maiores investimentos para a infraestrutura policial e penitenciária, por meio de aumento salarial e maior fiscalização e organização. O Ministério da Educação deve investir recursos visando a população pobre, como a construção de escolas de qualidade em áreas carentes e a conscientização de que a educação é a melhor escolha. Assim, o lugar em que se nasce deixará de ser um determinante do futuro.