Desafios do sistema de segurança pública no Brasil
Enviada em 10/03/2019
No início de 2019, a dificuldade enfrentada pelo Ceará no combate as facções criminosas transpareceu a fragilidade do sistema de segurança pública brasileiro. De certo, a segurança apresenta-se na Constituição Federal como um direito social, e, dentre eles, é o que mostra mais dificuldade em adaptar-se aos panoramas modernos atuais. Assim, a crise no setor dar-se pelo modelo atual de gestão, responsável por não buscar meios necessários para enfrentar o crime, na medida que o mesmo torna-se complexo.
No tocante a problemática, primeiro percebe-se um maior investimento nas medidas ostensivas em detrimento das investigativas, responsáveis por apurar os fatos e indiciar os contraventores. Tanto que, em 2018, O Ministro Dias Toffoli afirmou que menos de 8 porcento dos crimes são investigados, além de ressaltar a demora na apuração do Caso Marielle Franco. Assim, nota-se que a falta de investigação permite que mais criminosos fiquem soltos, e através da prática de mais delitos, alimentam o ciclo do crime.
Aliado a isso, tem-se também o descaso feito com os recursos tecnológicos existentes, como câmeras de alta definição e alcance, bloqueadores de celular e leitores de digitais. Esses recursos apresentam-se escassos ou centralizados em um único órgão ou setor, e não abrange a necessidade do Estado. Na contramão disso, segue o Estado do Ceará, que deu início a seus investimentos em tecnologia para a segurança, e já colhe alguns frutos, como a redução no tempo de apreensão de veículos roubados, contou André Costa, Secretário de Segurança Pública, no Seminário Empreender 2018, realizado no Ceará. Então, faz-se necessário um maior investimento à nível nacional na área, a fim de integrar a inovação ao patrulhamento e investigação.
Assim, com o fim de mudar o atual panorama da criminalidade do país, os chefes de estado devem renovar a forma de gerir os recursos disponíveis para a área. Eles devem investir, de maneira estratégica, em equipamentos tecnológicos: câmeras, leitores digitais, faciais e escutas telefônicas. Além de colaboradores que os dominem, de forma a aumentar o poder investigativo da polícia, bem como os resultados finais. Junto com o Estado, e em parceria, as instituições universitárias devem promover bolsas de projetos de desenvolvimento de soluções tecnológicas para as necessidades de segurança no País, a fim de integrar o aluno e a sociedade nos problemas do país, visto a distância presente entre o Estado e a sociedade na resolução de conflitos.