Desafios do sistema de segurança pública no Brasil
Enviada em 14/03/2019
“O ser humano não teria alcançado a fragilidade do sistema de segurança pública se, repetidas vezes, não tivesse tentado investir em outras áreas sociais do país”. Com essas palavras, Max Weber, sociólogo alemão, afirma que a precariedade do sistema de segurança pública mas também, posteriormente, a quebra de paradigmas é necessária a insistência, por parte de um grupo social, na tentativa da sociedade observar, por outro ângulo, os benefícios de investir nas áreas de educação, saúde e infraestrutura do país para reforçar o sistema de segurança pública.
Primeiramente, o dever de desenvolver as áreas de educação, saúde e infraestrutura do país, de modo que o sistema de segurança pública seja revitalizado pelo decréscimo nos índices de violência, criminalidade e tráfico de drogas, está assegurado não só pelos Direitos Humanos como também pela Constituição do Brasil, ou seja, a partir do momento em que o país recorre à intervenção militar como a principal maneira de solucionar os problemas das áreas de educação, saúde e infraestrutura sem levar em consideração a própria precariedade do sistema de segurança pública, os pilares de uma república são deixados de lado, abrindo oportunidades para que a sociedade se torne, cada vez mais, excludente.
Paradoxalmente, o Brasil, que é um país visto como pacífico pelos demais países, está inserido em uma dicotomia: ao mesmo tempo em que é reconhecido mundialmente por suas políticas públicas de reinserção social mas também de apaziguamento através do diálogo, deixa a desejar no que se refere ao desenvolvimento de medidas que torne o sistema de segurança pública mais eficaz, tendo em vista que os diversos problemas enfrentados pelo sistema de segurança pública têm raízes na própria Constituição do Brasil como, por exemplo, o limbo sócio jurídico.
Os desafios do sistema de segurança pública no Brasil, portanto, devem ser alcançados com a iniciativa do Ministério da Educação em parceria com as escolas municipais e advogados de realizarem a implementação de projetos psicopedagógicos, por meio de palestras, além da propagação de folhetins relacionados ao assunto, para que possa haver um trabalho de transformação na mentalidade tanto da presidência como de toda população dos municípios em relação a investir nas áreas de educação, saúde e infraestrutura para desenvolver o sistema de segurança pública do país, sendo que, anualmente, aqueles projetos seriam reimplementados, tornando-os uma prática cotidiana nas escolas brasileiras.