Desafios do sistema de segurança pública no Brasil
Enviada em 12/03/2019
Russeau, filósofo do Iluminismo, afirmava que, o homem estando em seu estado de natureza, preferiu perder a sua liberdade, em troca da segurança oferecida pelo governante. Mas, entretanto, nos dias atuais não se ocorre dessa maneira. Novos dispositivos protetores, técnicas de autodefesa e teorias sobre proteção pessoal compõem, cada vez mais, o cenário globalizado. Todavia, os investimentos públicos conduzidos á seguridade das pessoas não acompanham as inovações. Com isso, o debate acerca dos desafios da segurança pública brasileira é necessário, em decorrência da forte presença da violência nos ambientes de convívio e da desigualdade social pertencente ao país.
É fundamental pontuar, de início, a grande proximidade dos atos agressivos com a realidade do Brasil. O livro “O Cortiço’’, de Aluísio Azevedo, revela em suas passagens a capacidade da violência de moldar o comportamento do indivíduo, que passa a cometer ações depreciativas contra os componentes do meio social no qual está inserido. Por analogia, após anos, e mediantes uma análise da realidade, nota-se a prevalência das condutas agressivas que ferem os princípios da Declaração dos Direitos Humanos.
Outrossim, percebe-se que há dificuldades econômicas presentes no Brasil. Segundo a teoria do geógrafo Milton Santos, “globalização mais humana”, na qual revela a importância da utilização das novas criações para toda a população, não é muito colocado em prática na atualidade. Milhares são os cidadãos brasileiros que convivem com a falta de empregos, alimentos e oportunidades de crescimento intelectual. Além disso, essas pessoas que não veem tais oportunidades, buscam no mundo do crime, uma alternativa prática de estar inseridos a sociedade. Mas consequentemente se tornam ameaças para a segurança pública devido aos fortes armamentos e ameaças ao restante da população.
Nota-se, portanto, que a falta de oportunidade pode comprometer a situação da segurança pública brasileira. Por isso, é necessário que o Estado, em especial o Conselho de Segurança Pública, através de reformas nos departamentos policiais, iniba a conduta violenta e autoritária desses, oferecendo treinamento íntegro e pacífico para o combate das moléstias que assolam o país. Ademais, as escolas em parceria com o Ministério da Educação e da Cultura, devem por meio de projetos e ensino profissionalizante oferecer oportunidades de estudo e trabalho a fim de promover o exercício da cidadania aos indivíduos. Assim sendo, poder-se-á verificar uma sociedade mais pacífica e coesa em sua infraestrutura.