Desafios do sistema de segurança pública no Brasil

Enviada em 17/03/2019

A segurança pública vem enfrentando inúmeras dificuldades para combater a violência, como visto no início de 2017, com motins seguidos de fugas em penitenciárias federais do estado do Rio Grande do Norte. No mesmo ano, estabeleceu-se o caos no estado do Espírito Santo, com a greve dos policiais que reivindicavam melhores condições de trabalho. É possível notar, então, uma escalada da violência, a qual o sistema de segurança pública não consegue controlar. O crescimento da violência é causado, principalmente, por dois grandes fatores, que são a desorganização na gestão dos recursos públicos destinados a segurança e a defasagem no modo de combate ao crime, adotado na maioria das capitais.       Primeiramente, a desorganização na maneira de gerir os recursos públicos é um fator preponderante que vem propiciando o crescimento das taxas de homicídios, pois os desvios de verba e os investimentos equivocados impedem que tais recursos sejam investidos de maneira correta, onde são mais necessários. Pode-se tomar como exemplo a ocupação do Morro da Maré, que segundo uma reportagem do Fantástico, custou cerca de 520 milhões de reais aos cofres públicos, apesar disso o morro continua tomado por traficantes. Esse gasto seria suficiente para equipar grande parte dos batalhões de polícia, que sofrem com um estado de sucateamento.

Em segunda análise, aliada a má gestão, está a defasagem do modo de combate ao crime, já que os baixos investimentos em inteligência e tecnologia, conduzem a uma maior necessidade de efetivo policial, tornando o combate a violência mais caro. Um dos estados que vem lidando com maestria o problema da segurança é o de Santa Catarina, que investiu pesadamente em tecnologia e mesmo com um efetivo menor que o do Rio de Janeiro, por exemplo, soluciona mais crimes que este.

Desta maneira, para que se atinja uma sociedade mais segura é necessário que se atue em duas frentes. Em uma das frentes, deve-se buscar uma maior fiscalização por parte do Ministério Público e do Tribunal de contas da União, para garantir que os recursos destinados à segurança sejam investidos de maneira inteligente, impedindo desperdícios. Em outra frente, deve-se incentivar a instituição de Gabinetes de Gestão Integrada, para gerir os investimentos, destinando parte deles à inovação tecnológica em comunhão com o efetivo policial, para que só então, atinja-se uma redução notória nas taxas de homicídios.