Desafios do sistema de segurança pública no Brasil
Enviada em 15/03/2019
O aumento da criminalidade em diversas capitais brasileiras é, já há algumas décadas, um grave problema de ordem pública. Tal aspecto se deve, sobretudo, à péssima gestão dos recursos no sistema de segurança pública que, ao ter pouca assertividade em seus investimentos, trava o avanço de tecnologias e a disponibilidade de estrutura na área. Desse modo, a sociedade vive um caos que, infelizmente, é crescente e necessita de políticas públicas para mitigá-lo.
Primeiramente, tem-se o grande desafio dos órgãos de segurança: a deficiência nas investigações policiais dos mais variados crimes. A exemplo, segundo estudo realizado pelo Conselho Nacional do Ministério Público, apenas 5% da média nacional de casos de homicídios são solucionados. Nesse particular, fere-se um dos principais artigos da Constituição Federal, que garante a inviolabilidade do direito à segurança e à vida. Assim, urge uma melhor gestão dos recursos disponibilizados à segurança pública, para que se possa investir em inteligência investigativa, buscando, por meio do julgamento de criminosos, a redução da violência.
Outro aspecto que é um impasse a ser superado no sistema de segurança brasileiro é a falta de estrutura e tecnologia disponíveis aos batalhões e às delegacias. Assim, o uso de tablets no registro de ocorrências policiais, identificadores faciais para reconhecer criminosos e câmeras nas regiões mais perigosas das cidades, são alguns exemplos do que tem funcionado nas cidades mais seguras do Brasil, como Brusque, Santa Catarina, que conforme o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, teve 4,8 mortes para cada cem mil habitantes.
Portanto, entende-se o descaso com a gestão de verbas para segurança como o desafio a ser enfrentado. Dessa forma, é dever do Ministério de Segurança Pública substituir gastos com operações policiais que custam muito e são pouco eficientes por investimento em investigações criminais, para que os casos sejam efetivamente solucionados, evitando as recidivas que mantém conflituosa a rotina da população.