Desafios do sistema de segurança pública no Brasil

Enviada em 17/03/2019

Na obra: “O contrato social”, Rousseau diz que a segurança pública deve ser garantida pelo Estado, a fim de que a sociedade possa usufruir de maior liberdade e bem-estar. Nesse sentido, percebe-se que o governo brasileiro não tem cumprido com sua função de forma eficiente, pois, segundo o Ipea, nos últimos onze anos, mais de 500 mil pessoas foram assassinadas no país. Assim, são necessárias mais ações dos órgãos governamentais e sociais, visando o enfrentamento dessa questão.

Em primeiro plano, quando pesquisas apresentam dados tão preocupantes, evidenciam como o tema tem sido banalizado pelo corpo social. Desde operações sem planejamento, como a intervenção federal no Rio de Janeiro, até a falta de inteligência na administração de recursos destinados ao sistema de segurança, a ausência de medidas eficazes que, infelizmente, têm caracterizado o nosso sistema de segurança pública contruibuem para que essa problemática persista.

Ademais, outro aspecto que age como coadjuvante nessa questão é  a educação oferecida no Brasil pelo sistema público, que ainda não é expansiva e de qualidade, principalmente, em comunidades carentes, na qual muitos jovens acabam recorrendo ao mundo da criminalidade, aumentando os índices de violência e prejudicando o sistema público de segurança. Logo, esse quadro pecisa ser mudado, porque, como bem salientou Paulo Freire,  se a educação não pode transformar uma sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda.

Dessa forma, torna-se evidente a necessidade de superar os desafios em torno do sistema de segurança brasileiro. Para tanto, o Governo Federal deve investir na compra de melhores equipamentos e criar políticas para realizar operações mais bem elaboradas, de forma a garantir a segurança dos moradores e dos policiais. Cabe-lhe, ainda, por meio do Ministério da Educação, investir na escolarização de crianças em situação de extrema pobreza, construindo mais escolas públicas voltadas para esse estrato social, para que elas não vejam, na criminalidade, um estilo de vida.