Desafios do sistema de segurança pública no Brasil
Enviada em 18/03/2019
O sistema de segurança pública brasileiro se apresenta precário para um efetivo atendimento ao contingente populacional hodierno. Isso porque a carente estrutura de segurança interrompe radicalmente o desenvolvimento desse setor na comunidade nacional. Tal conjuntura relaciona-se de maneira direta, ao elevado índice de corrupção, em adição ao diminuto porte tecnológico que envolve os meios de investigação e resolução criminais.
Em primeira análise, cumpre mencionar que a estruturação dos órgãos de segurança do país encontram-se desordenados. Isso se deve a má distribuição monetária a esse setor. Ademais, o medo da massa popular intensifica tal quadro, sendo que em áreas periféricas e pobres a polícia muitas vezes transfigura-se temorosamente ao corpo social local. Assim, é bastante perceptível a falta de um modelo proativo da proteção pública em relação à comunidade vigente. Assim, exemplifica-se tal quadro com as UPPs - Unidades de Polícia Pacificadoras -, em que sofrem de um precário sistema de estruturação no país. Destarte, é incontestável que os órgãos de proteção pública são detectados execravelmente no âmbito social do Brasil, pois sofrem diversas deficiências de natureza multifatorial perante o Estado brasileiro.
Em segunda análise, convém ressaltar que tal natureza multifatorial deve-se, principalmente, à situação corrupta visível no país além da banalização da eminência tecnológica nesse setor social. Nesse viés, pode-se perceber a ineficácia desse setor para com a comunidade, principalmente em locais onde possuem índices alarmantes de violência. Dessa maneira, é inegável que a situação atual transfigura-se contraproducente ao desenvolvimento social do país, pois se opõe drasticamente ao Contrato Social, defendido pelo filósofo inglês John Locke, em que a comunidade e o governo nela inserido devem interagir de maneira mutualística.
Diante disso, ações são necessárias à reversão desse cenário dantesco. Portanto, urge que o Ministério da Segurança Pública, em parceria com Agências Nacionais especializadas, realizem um reforço de estruturação de locais de segurança, por intermédio da instalação de GGIs - Gabinetes de Gestão Integrado -, além de monitoramento das UPPs - Unidades de Polícia Pacificadoras -, com o intuito de melhorar o funcionamento desse setor na sociedade brasileira hodierna, atenuando a violência vigente. Concomitantemente, é imprescindível uma mudança do modelo da segurança pública, perante o governo brasileiro, por meio de inovações tecnológicas nessa área, além da criação de um sistema comunicativo de dados à sociedade, com a finalidade de beneficiar os atendimentos. Desse modo, a lógica de segurança hodierna será invertida.