Desafios do sistema de segurança pública no Brasil
Enviada em 17/03/2019
É irrefutável a ineficácia e despreparo do sistema de segurança pública no Brasil. Um exemplo disso foi a ocupação da favela da Maré, em 2014. A iniciativa que parecia mostrar bons resultados a curto prazo não foi capaz de perpetuá-los após seu término. Nesse cenário, é incompatível o aguardo de melhorias na área, quando órgãos governamentais perpetuam o mesmo programa de defesa indevido há décadas, estruturado na falta de planejamento e na mentalidade repressiva.
Em primeiro plano, observa-se que a ausência de um planejamento estratégico corrobora com a problemática. A falta de bases de inteligência, capazes de destacar pontos mais vulneráveis de regiões e debater acerca do melhor tipo de abordagem para cada localidade, impossibilita a potencialização da ação policial. Além disso, acaba por colocar em risco a vida de policiais e moradores, a medida que propicia o enfrentamento entre militares e criminoso, desencadeando em trocas de tiro.
Paralelo a isso, a população tende a defender uma postura mais punitiva da parte dos setores fiscais, contrariando a política de segurança de grandes países, como a Inglaterra, nação desenvolvida de maior destaque no tema. A lógica, ilustrada através da Terceira Lei de Newton, por meio da qual a ação tem reação de mesma intensidade e sentido oposto, justifica a falta de resultado das ações brasileiras. Segundo a revista O Globo, o Brasil é o terceiro país com maior população carcerário do mundo, em contrapartida, é o nono mais violento, ratificando a afirmativa.
Por tudo isso, faz-se indubitável a precariedade da gestão de segurança brasileira, sendo indispensável o uso de medidas capazes de amenizar a problemática. Logo, urge que o Ministério de Segurança Públicas construa centros de inteligência policial afim de monitorar regiões e elaborar estratégias para combater o crime em cada uma delas, visto que esse não se dá de forma homogênea pelo país. Ademais, é imprescindível a participação do Ministério da Educação, juntamente com o Ministério do Esporte e Lazer, para que ambos criem polos de ciência, tecnologia e entretenimento, influenciando jovens e adultos a focarem no desenvolvimento de suas capacidades mentais e físicas, oque viria a ser uma política preventiva e de maior eficácia.