Desafios do sistema de segurança pública no Brasil

Enviada em 26/03/2019

De acordo com o sociólogo Émile Durkheim, a sociedade pode ser comparada a um “corpo biológico” por ser, assim como esse, composta por partes que interagem entre si. Desse modo, para que esse organismo seja igualitário e coeso, é necessário que todos os direitos dos cidadãos sejam garantidos. Contudo, no Brasil isso não ocorre pois a segurança enfrenta problemas em virtude do alto número de crimes e a falta de políticas públicas para combatê-los.

É importante pontuar, de início, que um dos principais problemas brasileiros é a elevada taxa de crimes. O que se observa é que a maioria desses crimes é praticado por infratores reincidentes, ou seja, mostra que a problemática é ainda mais abrangente, o aumento desses crimes que ocorre principalmente por ex-detentos que por diversos fatores sociais como falta de emprego, estereótipos e até mesmo preconceito. Ademais, como já explicitado no pensamento do filósofo Voltaire, que o preconceito é uma ideia não submetida à razão, mostrando como o preconceito facilita à volta desses indivíduos ao mundo do crime.

Além disso, outro ponto fundamental é a inércia governamental na criação de políticas públicas que combatam a criminalidade com eficiência. O descaso do governo com o sistema carcerário brasileiro é outro entrave à gestão da segurança pública, o que se observa na atualidade, é o conflito dentro dos presídios como ocorrido nas rebeliões em penitenciárias do Sudeste e Nordeste no início de 2017, mostrando o abandono do setor, que acaba não cumprindo o papel de reinserir presos à sociedade. Somado a isso a falta de recursos para as polícias militar e civil possam desempenhar melhor o seu trabalho ostensivo é investigativo, por ausência de políticas para melhoria de dessas.

Urge, portanto a criação de políticas publicas que melhorem o setor de segurança para reduzir crimes. O ministério da justiça em parceria com as secretarias de segurança desenvolva políticas de inteligência agir antes mesmo dos crimes acontecerem, melhorando o treinamento dos policiais e fornecendo aparato tecnológico para tais, em paralelo criar uma nova política de encarceramento que o crime perca terreno. Ademais, a mídia deve veicular propagandas, debates entre outros meios que combatam o preconceito à ex-detentos. Assim garantiríamos um funcionamento igualitário e coeso da sociedade como idealizado por Durkheim.