Desafios do sistema de segurança pública no Brasil
Enviada em 31/03/2019
De acordo com o sociólogo Émile Durkheim, a sociedade pode ser comparada a um “corpo biológico” por ser, assim como esse, composta por partes que interagem entre si. Desse modo, para que esse organismo seja igualitário e coeso, é necessário que todos os direitos dos cidadãos sejam garantidos. Contudo, no Brasil isso não ocorre, pois a segurança enfrenta problemas em virtude do alto número de crimes e a falta de políticas públicas para combatê-los.
É importante pontuar, de início, que um dos principais problemas brasileiros é a elevada taxa de crimes. O que se observa é que a maioria desses crimes é praticado por infratores reincidentes, ou seja, mostra que a problemática é ainda mais abrangente, o aumento desses crimes que ocorre principalmente por ex-detentos que por diversos fatores sociais como falta de emprego, estereótipos e preconceito. Ademais, como já explicitado no pensamento do filósofo Voltaire, que o preconceito é uma ideia não submetida à razão, mostrando como o preconceito facilita a volta desses indivíduos ao mundo do crime.
Além disso, outro ponto fundamental é a inércia governamental na criação de políticas públicas que combatam a criminalidade com eficiência. O descaso do governo com o sistema carcerário brasileiro é prova disso, pois o que se observa na atualidade são conflito dentro dos presídios como ocorrido nas rebeliões em penitenciárias do Sudeste e Nordeste no início de 2017, mostrando o abandono do setor, que acaba não cumprindo o papel de reinserir presos à sociedade. Somado a isso a falta de recursos para as polícias militar e civil desempenharem melhor o seu trabalho, por ausência de políticas que melhorem infraestrutura dessas.
Urge, portanto a criação de políticas públicas que melhorem o setor de segurança para reduzir crimes. O ministério da justiça em parceria com as secretarias de segurança desenvolvam políticas de inteligência agir antes mesmo dos crimes acontecerem, investindo em tecnologia que sejam capazes de mapear pontos críticos com alta incidência de crimes e aumentar o policiamento e vigilância, em paralelo criar uma nova política de encarceramento que o crime perca terreno, diminuindo a influência das facções. Ademais, a mídia deve veicular propagandas, debates entre outros meios que combatam o preconceito à ex-detentos, mostrando o quanto a sociedade ganha reinserindo-os ao mercado de trabalho. Assim garantiríamos um funcionamento igualitário e coeso da sociedade como idealizado por Durkheim.