Desafios do sistema de segurança pública no Brasil
Enviada em 03/07/2019
Segundo o filósofo Rousseau, as pessoas aceitam perder a liberdade civil para ganhar a individualidade civil, isto é, à cidadania. Deste modo, o Estado fica responsável pela unificação dos interesses dessa sociedade em prol da segurança pública. Entretanto, o desgoverno e a falta de comprometimento com os interesses sociais fazem com que a desordem se instale nesse sistema.
Convém ressaltar, que o Brasil é um grande palco do desgoverno público cercado de escândalos de corrupção e mal planejamento. Prova disso, está certamente no setor de segurança pública que sofre com os desvios de verbas que seriam destinadas as compras de novos veículos patrulheiros, reformas e criações de novos quarteis, concursos para aberturas de novas vagas no setor militar e principalmente verbas que poderiam ser investidas em movimentos integrados pela inteligência e tecnologia da informação. Ademais, o mal planejamento do modelo de segurança só realça o crescimento da criminalidade, que segundo o Atlas da Violência de 2018, o Brasil tem 30 vezes o percentual de homicídios dos países Europeus.
Outrossim, não se combate violência com mais violência isso só gera rivalidade entre a sociedade civil e o Estado. Se bem que, o Estado trata a falta de segurança pública como um “sintoma” da sociedade e deixa de priorizar o tratamento de sua origem. Nesse contexto, o descaso com a educação, saúde e bem-estar social nas periferias do país aumentam a insegurança dos indivíduos. Em outras palavras, nas regiões que possuem menor índice de investimentos sociais a criminalidade cresce, tal como, o Rio Grande do Norte que também segundo o Atlas da Violência de 2018, cresceu 257% à taxa de homicídios em 10 anos.
Torna-se evidente, portanto, que medidas devem ser tomadas para que a segurança do Brasil seja um exemplo e não um descaso público. Em primeiro plano, é de suma importância que a Secretária Nacional de Segurança Pública em conjunto com os Estados e seus órgãos especializados, tracem novas políticas e metas de eficiência para serem cumpridas pelas esferas militares, desde abertura de novas vagas, treinamentos especializados e fundamentalmente investimentos em tecnologia da informação que com o tempo poderá facilitar os serviços dos policiais que monitoram e investigam as problemáticas do dia a dia da sociedade local. Além disso, deve-se contar com à seriedade dos governadores de cada Estado em respeito com o uso do dinheiro público e seu destino final. De outra parte, os governadores com seus profissionais especializados de cada Estado devem repensar no planejamento de investimentos nas periferias, realocando valores para criação de novos postos de saúde, escolas de ensino básico e ONGs sociais que promovam lazer e bem-estar social para os indivíduos marginalizados. Dessa forma, com um planejamento eficiente à sociedade brasileira poderá visualizar os benefícios de uma vida segura.