Desafios do sistema de segurança pública no Brasil

Enviada em 03/07/2019

De acordo com o filósofo Thomas Hobbes em sua obra “Leviatã”, o Estado tem a função de garantir a paz e a organização de toda a sociedade. Todavia, o Brasil segue em contraste ao exposto, pois segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), apenas no ano de 2016 ocorreram mais de 60 mil homicídios no país. Contudo, a falta de uma reformulação no modelo de segurança pública e a também a ausência de equipamentos contribuem para o aumento desse regime de violência.

Primeiramente, o maior desafio a ser a ser enfrentado é superar o sistema antigo de segurança, o qual é baseado na repressão, consequentemente, conforme o Instituto de Pesquisa Datafolha, 51% da população sinta mais medo do que confiança na polícia. Diante disso, o despreparo da abordagem coloca as pessoas em situação oposta àqueles que deviam protegê-las. Entretanto, consoante a Sócrates: “A base da sabedoria é reconhecer a própria ignorância”, dessa forma é indubitável que o modelo atual é ineficiente e precisa ser revisto, de modo a se tornar efetivo.

Nesse sentido, as adversidades da segurança pública brasileira vão além de problemas comportamentais dos agentes, visto que a escassez de ferramentas de trabalho e locomoção são evidentes, como: falta de coletes a prova de balas e viaturas em péssimas condições de uso. Ademais, os salários dos servidores não condizem com os riscos das atividades que exercem, o que muitas vezes condiciona a entrada desses em grupos criminosos, o quais os remuneram em troca de informações.

Infere-se, portanto, a urgência de políticas públicas que busquem coibir atos violentos e não gerá-los. Logo, é indispensável que o Ministério da Justiça crie novos mecanismos de Segurança Pública, como a criação de polícias comunitárias que aliada à sociedade estabeleçam medidas educativas de prevenção e não apenas de repressão, a fim de que a comunidade passe a ajudá-los ao invés de se esconder. Outrossim, é necessária uma reavaliação das verbas destinadas a esse setor, a qual deve atender a demanda  de equipamentos vitais para o cotidiano, além de reajustar o salário desses profissionais, com o objetivo de garantir a integridade do sistema.