Desafios do sistema de segurança pública no Brasil

Enviada em 03/09/2019

O sociólogo Durkheim postulou o termo “anomia social” para se referir ao estado de caos na sociedade, o qual se aplica à questão da segurança pública no Brasil. Nesse sentido, é notório que um dos entraves para a melhoria desse sistema é a maneira algoz com que os policiais tratam os indivíduos, principalmente os de baixa renda. Ademais, vale ressaltar que o pouco fomento em medidas preventivas, como: educação e inteligência investigativa corroboram para a dificuldade da segurança no país. Por isso, é de suma importância que haja medidas para reverter essa situação.

Nesse contexto de atitudes despotas, de acordo com Constituição Cidadã, é dever do Estado promover a seguridade da nação. Entretanto, segundo o Portal G1, 8 em cada 10 cidadãos do Rio de Janeiro sentem medo da polícia. Tal dado reitera a necessidade haver reeducação policial, pois, ainda concordante com o G1, a polícia do Rio é a que mais mata no Brasil. Não raro, casos como o do garoto que foi alvejado por conta do seu guarda-chuva ser confundido com uma arma, são recorrentes. Somado a isso, o preconceito arraigado na sociedade contribui para a ocorrência de casos afins. Como exposto no Atlas da Segurança Pública, os que mais morrem no país são homens negros, que pelo estigma da cor e condição social, lidera as estatísticas. Assim, alterar esse quadro é primordial.

Ainda nesse viés, o baixo investimento no Ministério da Educação (MEC), auxilia nos desafios do sistema de segurança, que afeta com maior intensidade a parcela social mais descriminada. Com isso, habitantes das favelas não têm incentivos educacionais adequados e são atraídos para a criminalidade, já que o exemplo de estabilidade financeira esta nos traficantes. Assim, as ONGS oferecem aos jovens novas perspectivas de vida, a “Nós do Morro”, insere diversas pessoas no teatro, que posteriormente transformam-se em artistas. Em adição, a inteligência investigativa é primordial para a ágil resolução criminal, que reduz a sensação de impunidade, a qual colabora para o acréscimo de crimes. Nesse seguimento, dados do Ministério da Justiça (MJ) mostram que a área da inteligência recebe apenas 0,5% dos gastos públicos com segurança, esse pouco investimento reverbera nos índices de violência. Logo, atividades para mudar essa mazela social são emergenciais.