Desafios do sistema de segurança pública no Brasil

Enviada em 09/10/2019

De acordo com o filósofo Friedrich Hegel, o Estado deve proteger seus ‘‘filhos’’, ou seja, nós cidadãos. Contudo, no Brasil, essa proteção não ocorre, pois existem diversos empecilhos que impedem um sistema de segurança pública favorável. Esse quadro de desafios deve-se, principalmente, da falta de investimentos na área e, também, do despreparo de profissionais qualificados.

Em primeiro lugar, os financiamentos destinados ao setor de segurança pública são insuficientes. Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil investe 1,5% de seu Produto Interno Bruno na área da segurança. Dessa forma, diversos recursos são escassos e os salários dos profissionais da área, principalmente dos policiais, são baixos, o que desestimula o cumprimento do trabalho. Prova disso, foi a greve da Polícia Militar no Espírito Santo em 2017, em que solicitavam o aumento salarial, mas não houve aumento nenhum.

Por conseguinte, o despreparo dos agentes da área de segurança corrobora para a problemática. Ademais, em 2018, ocorreu uma intervenção federal no Rio de Janeiro a fim de reduzir a quantidade de violência no estado. No entanto, tal objetivo não foi atingido, pois grande quantidade de inocentes foram mortos pela polícia, ferindo, então, os direitos humanos. Ou seja, a falta de planejamento para a intervenção colocou em risco muitas vidas e, de grande parte, de inocentes. Nessa perspectiva, denota-se um falho sistema e despreparo dos agentes da lei.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para diminuir os desafios na esfera da segurança pública. Então, para aumentar recursos disponíveis, urge que o Estado, por meio de verbas governamentais, destine mais dinheiro para o setor de segurança a fim de haver melhorias no sistema. Além disso, é importante que o Governo Federal, juntamente com a Secretaria Nacional de Segurança Pública, invista em profissionais qualificados por meio de entrevistas e testes psicológicos para testar o comportamento do indivíduo em determinadas situações de conflito.  Feito isso, os desafios para um sistema de segurança favorável diminuirão e o Estado poderá, finalmente, proteger os seus filhos, assim como propôs Hegel.