Desafios do sistema de segurança pública no Brasil

Enviada em 21/10/2019

Guerras de Medo e Horror

No início do ano, foi decretada a intervenção federal no estado do Rio de Janeiro, em prol da segurança pública; a chamada “Guerra às Drogas”. Este termo se refere ao impedimento de circulação das drogas por meio de intervenção militar, principalmente nas comunidades.

Quase todos os dias, há relatos de tiroteios nas comunidades, o que assombra seus moradores; o que deveria ser em prol da população, se tornou seu medo. A segurança pública se mostrou falha e extremista, ao ponto de que desde o começo do ano, 15 crianças terem sido baleadas em operações da polícia. Uma das mais recentes, Agatha, tinha 8 anos e foi atingida pelas costas quando estava com seus pais e seu avô dentro de uma Kombi, no Complexo do Alemão (Zona Norte do Rio). Enquanto isso, há pouco tempo atrás, o governador Witzel foi comemorar em um voo de helicóptero a morte de uma pessoa pela polícia.

Dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) apontam o aumento de 18% no número de mortes em ações policiais no Rio de Janeiro, comparando com o ano de 2018. Ao todo, 171 pessoas morreram durante essas ações. Já no Brasil todo, dados do Monitor de Violência (Parceria do Portal G1 com Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública) apontam que no 1° semestre deste ano, 2.886 pessoas foram mortas por policiais.

Baseado nos fatos expostos, é observado que o Governo Federal deve mudar suas políticas públicas, principalmente na Guerra contra as drogas. Devem haver campanhas em prol da diminuição do consumo de drogas por meio de ONG’s, como a APADD (Associação de Prevenção e Assistência aos Dependentes de Drogas). Além disso, a segurança dos cidadãos deve ser priorizada, procurando formas mais eficazes de combater o crime organizado e até mesmo os pequenos delitos, para que os civis deixem de estar em risco e ter medo do Órgão Público que deveria protegê-los. Com isso, não teremos mais “Agathas”, e a população poderá confiar novamente na Polícia e no Governo, para sair na rua e levar a sua vida normalmente, sem medo.