Desafios do sistema de segurança pública no Brasil
Enviada em 25/10/2019
O filósofo Jeremy Bentham, em seus estudos sobre Utilitarismo, definiu o o Panoptismo como edifícios penitenciários cuja arquitetura permite a vigilância constante dos indivíduos para evitar o descumprimento de regras. Entretanto, na atualidade, mesmo com o modelo Panóptico ideal, faria-se necessário um planejamento social e econômico acerca de manter o controle na sociedade em prol da segurança pública.
Em primeiro plano, ressalta-se que a criminalidade no ambiente urbano tem raízes em problemas socioeconômicos, como a pobreza e a falta de incentivo à educação, desse modo, um país com questões críticas pendentes abre portas para altos índices de criminalidade. Sendo assim, entende-se o motivo de Immanuel Kant defender a educação como parte importante na construção do ser humano.
Outrossim, a ausência de políticas efetivas para a consolidação da segurança brasileira promove a deterioração da relação entre Estado e cidadão, visto que, uma parte da população deixa de crer no papel do Governo e a outra parte vê uma oportunidade para cometer um crime. Paralelo a isso, o filósofo John Locke destacou a preservação do indivíduo como função do Estado, dessa forma, é indubitável cobrar soluções das autoridades para esse impasse.
Evidencia-se, portanto, que a crise na segurança pública é um obstáculo para o desenvolvimento do país. Logo, é essencial uma ação social do Governo Federal, como o investimento em instituições educacionais e programas para jovens em comunidades carentes, objetivando a inserção dessas crianças em escolas e não no mundo criminal. Ademais, também é papel do Executivo promover a construção de mais penitenciárias para abrigar de forma correta os presos, evitando a superlotação e a formação de quadrilhas para fuga, além de, é claro, planejar uma rota de vigia mais consistente pelas cidades a fim de manter o controle de possíveis crimes. Nesse contexto, realizando essas medidas, a afirmação de John Locke poderá ser concluída.