Desafios do sistema de segurança pública no Brasil
Enviada em 30/10/2019
A sensação de insegurança, somada ao medo, está presente na vida de grande parte da sociedade civil brasileira, principalmente nos grandes centros urbanos,a segurança é um direito fundamental previsto pela Constituição Federal de 1988, sendo dever do Estado assegurá-lo.
Os valores de CVLI são alarmantes: em 2016, 61.283 pessoas morreram violentamente no Brasil. Em 2017, o número é de 59.128 e com perspectivas de aumento, sendo que o FBSP consolida os dados do ano anterior somente no segundo semestre do ano corrente. Ou seja, ano após ano, cerca de 60.000 pessoas perdem a vida de forma violenta em nosso país.
Ainda mais que 71% das vítimas de homicídio no Brasil são negras. O perfil de quem mata e morre no país é o mesmo: homens negros, com baixa escolaridade e renda, moradores de periferia.Além disso,geralmente estão relacionados ao tráfico de drogas e atuação de facções criminosas. A construção social do nosso país se correlaciona ao problema da segurança pública nacional, assim como o perfil dos principais atores envolvidos.
Ainda podem ser mencionados diversos recortes da violência no país, como os feminicídios, os assassinatos brutais contra a população LGBT+ e as mortes relacionadas às polícias civis e militares. Em um ranking mundial de 83 países, o Brasil ocupa a quinta posição em homicídios femininos,no que diz respeito à comunidade LGBT+, ocorre um assassinato por dia relacionado à homofobia.
No ano de 1888 a escravidão foi abolida no Brasil, mas não foram criadas políticas públicas de inclusão e trabalho para a comunidade negra. É só reparar nos empregos que não exigem tanta qualificação e, consequentemente, pagam salários menores. Eles são ocupados, em sua maioria, por negros. Ainda existe a falha do Estado em fornecer acesso digno à moradia, escolas e serviços básicos e de direito dos cidadãos. Somado a isso, a criminalização dessas pessoas foi naturalizada, fazendo com que as periferias se tornassem o único refúgio.