Desafios do sistema de segurança pública no Brasil
Enviada em 07/05/2020
Promulgada pela Organização das Nações Unidas no ano de 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos prevê que todo o cidadão possui direito à segurança e ao bem estar social. Porém, a realidade brasileira para uma parcela da população é bem diferente, visto que indivíduos carecem do sistema de segurança em sua região, colocando sua vida em risco. Diante desse cenário, torna-se premente analisar dois pontos: os malefícios do precário sistema de segurança no Brasil e a negligência das entidades públicas sobre esse aspecto.
A priori, é lícito postular que, segundo o pensamento do filósofo francês Friedrich Hegel, o Estado deve proteger seus “filhos”, porém é notório que os valores contidos nessa máxima estão invertidos quando o assunto é a segurança do povo brasileiro. Ademais, parte da população vive em áreas periféricas como favelas, cujo o índice de violência, assassinatos, furtos e tiroteios é muito grande e infelizmente o nível de segurança é baixíssimo, o que coloca em risco a vida da malha social que reside nesses locais.
Outrossim, a negligência das entidades públicas contribuem para a precariedade do sistema de segurança brasileiro. Sob essa ótica, é interessante evidenciar a obra de Caco Barcellos, “Abusado”, o qual apresenta como protagonistas os bandidos, que impõem o terror na cidade, lideram grandes facções criminosas e comandam o tráfico de drogas da região. Analogamente, tal fato apesar de fictício, se assemelha a situação que uma parcela da população brasileira vive, pois o governo se mostra omisso para criar mecanismos que garantam a segurança nas áreas urbanas e, consequentemente, fornecer um programa que diminua os índices de violência.
Em suma, a insegurança no Brasil é um complexo desafio hodierno que necessita ser combatido. Dessa forma, o Governo brasileiro deve destinar parte de seus recursos financeiros para as cidades cujo o índice de violência é grande, como favelas e regiões periféricas, promovendo políticas de controle dessas facções criminosas que atrapalham a paz da sociedade, tal ação pode ser feita aumentando o número de polícias pacificadoras nessas localidades, objetivando mitigar os índices de furto, violência e homicídio, como também garantir a paz para os moradores dessas regiões. Em paralelo, os cidadãos precisam fazer pressão popular para as entidades públicas, solicitando políticas públicas a favor dos moradores da região, a fim de democratizar a segurança pública no Brasil. Somente dessa forma, paulatinamente, a malha social experimentará de um novo e seguro modo de vida, como também os direitos apregoados na Declaração Universal dos Direitos Humanos serão devidamente cumpridos.