Desafios do sistema de segurança pública no Brasil
Enviada em 04/01/2021
No romance, o Cabeleira, do escritor cearense Franklin Távora, a narrativa enfoca na história de José Gomes, conhecido pelo povo como “O Cabeleira”. Enquanto menino, José sem escolha, é moldado pela personalidade homicida do pai, tornando-se um criminoso perigoso e procurado pela justiça. Fora da ficção, é fato que na nossa realidade, é muito recorrente que crimes e violências sejam desde cedo praticada por jovens. Esse problema, cuja a causa sempre esteve atrelado a marginalização da grande parcela da socidade, pois desprovida de recurso financeiro, no qual para os mesmo, não existe acesso de qualidade à educação no brasil, por consequência foram deixando vítimas pelo caminho, além de maus exemplos a serem seguidos, contribuindo para uma insegurança pública no Brasil.
Nesse contexto, é cabível trazer a discussão a respeito das principais motivações que levam jovens, desde cedo, a cometerem crimes e violências. Com isso, a educação é imprescindível para a formação da identidade de um povo e, sem dúvida, a escola é uma fundamental ferramenta de inclusão e de propagação de valores sociais. Entretanto, de acordo com a corrente teórica, “O Determinismo de Taine: O homen é fruto do meio, da raça e da história.” Dessa maneira, salas de aulas precárias, professores mal pagos e a falta dos mesmo nas escolas, além da didática mal elaborada, tornando osiosas as horas do dia nas escolas, de forma que aumentou-se o índice de evasão escolar. Por consequência disso, muitos jovens no cenário no qual vivem, desde cedo, acabam entrando para o mundo do crime.
Vale mencionar também, a falta de investimento e tratamentos adequados ao presos, afim de imperdir-los o retorno ao mundo do crime. Com isso, o governo tem tido altos gastos para manter os presidiários, embora o tratamento com os mesmo em muitos casos são desumanos e inadequados. Por conseguinte, fazendo com que muitos ao cumprir sua pena, ao sair, voltar ao mundo do crime pelo desserviço do gorveno. Em virtude desse ambiente, tornando um ciclo vicioso para as vidas de muitos deles, com isso, garantindo uma “autonomia” na insegurança do país. Pois, segundo uma matéria de notícia do G1, esses gastos podem chegar a valer dez vezes mais que um custo por aluno no Mato Grosso, por exemplo.
Portanto, cabe à iniciativa privada, em parceria com os estados e municípios, promover a reitegração social dos presos, por meio de iniciativas que o qualifiquem melhor, preparando, afim de promover novas oportunidades, incentivando, então, a garantia de uma resignação social. Além disso, é responsabilidade do MEC, estabelecer um ensino de qualidade e que diminuia a evasão escolar, por intermédio de politicas públicas mais diretas de maneira que seus investimentos sejam mais rentável.