Desafios do sistema de segurança pública no Brasil
Enviada em 19/10/2020
A obra “Tropa de Elite 2”, baseado em fatos reais, denuncia os efeitos dos “crimes de colarinho branco” e os reflexos negativos no que tange a proteção da população. Nesse viés, a segurança pública no Brasil enfrenta desafios que, muitas vezes, geram desfechos prejudiciais para a sociedade visto a precariedade no cuidado dos cidadãos. Tais fatos são agravados devido a impunidade seletiva que, infelizmente, contribui com o aumento da criminalidade.
A princípio, vale salientar que os delitos cometidos pela classe social mais favorecida, principalmente relacionado a lavagem de dinheiro, é um importante obstáculo na efetivação da seguridade dos brasileiros. De acordo com a Constituição Federal, de 1988, é dever do Estado promover a segurança de seus habitantes. Todavia, diante da fragilidade do planejamento preventivo e corretivo de infrações e, em diversos momentos, interligados com os representantes governamentais – como abordado no filme supracitado – a proteção pública é negligenciada, o que acarretam inúmeros prejuízos econômicos para a nação. Esse grave cenário nacional dificulta o cuidado dos seus “descendentes” e, dessa forma, causa o adoecimento populacional, seja físico ou psicológico, o que contraria a Carta Magna.
Consequentemente, a violação da conduta ética e constitucional colabora com a elevação de taxas de homicídios no país. De acordo com o Jean-Paul Sartre, ilustre filósofo francês, a manifestação da violência, de qualquer natureza, é sempre uma derrota para o Estado. Tal ideia é verídica, visto que as transgressões das leis geram, sobretudo, desrespeito aos direitos humanos que, em diferentes contextos, ocasionam à morte de inocentes, como os frequentes conflitos entre gangues na comunidade da rocinha no Rio de Janeiro, segundo o jornal O globo. Portanto, há necessidade de tratativas desde o topo da cadeia até a base da pirâmide que perpetuam com atos ilegais, de modo que o bem-estar social seja alcançado.
Destarte, medidas devem ser tomadas para reverter o quadro em questão. Logo, o Ministério da Justiça – órgão responsável em fiscalizar e garantir que as leis brasileiras sejam consolidadas – deve investir em setores de identificação de ações maliciosas sejam governamentais ou não, por meio de parte do redirecionamento dos impostos arrecadados pela sociedade, com a finalidade de identificar e punir os infratores. Ademais, cabe ao Governo disponibilizar verbas tanto para o policiamento, como também na divulgação de campanhas contra a criminalidade, com o objetivo de erradica-los no país. Assim, episódios como abordados na obra cinematográfica serão, aos poucos, diminuídos no Brasil.