Desafios do sistema de segurança pública no Brasil
Enviada em 26/10/2022
O livro “Terra Sonâmbula”, escrito por Mia Couto, ilustra as consequências da falta de segurança, na qual uma guerra civil é disseminada e, assim, os civís faceiam, de forma corriqueira, a morte e o medo. Fora da ficção, a temática do livro é próxima à da nação, pois os imbróglios no que tange à proteção pública é efervescente. Dessa forma, entende-se que a inércia governamental no anteparo a sociedade, bem como a inaptidão militar, apresentam-se como entraves para o assunto.
Diante desse cenário, é consentâneo discutir a defasagem da administração pública sob a perspectiva de Abraham Lincoln. A célebre personalidade política disse, através do Discurso de Gettysburg, que a política é serva do povo e não o contrário. À luz dessa lógica, é perceptível que o postulado do ex-presidente americano é inacessível no Brasil, pois o governo não fomenta, decerto, a segurança pública, o que gera um meio nocivo no território. Consequentemente, o corpo social, principalmente o morador de favela, é injustiçado, visto que precisa conviver em um lugar repugnante, com reduzidos postos policiais e concentrados pontos de facções criminosas. Em contrapartida, a “ONG Nova Transformar” exerce a idônea forma de ajudar os complexos, dado que realiza projetos que explicitam o cotidiano perigoso da periferia e ajuda os indivíduos carentes.
Ademais, a incompetência dos agentes agrava a tônica. Consoante ao autor e escritor ivênio Hermes, a estabilidade pública se faz com boas ideias e ação. Nesse viés, é notório que, atualmente, a premissa do literato está no campo imaginativo, uma vez que os militares são ruins para agir de forma precisa, garantindo, assim, ataques desnecessários e força repressiva. A exemplo disso, o programa Fantástico noticiou em 2022 a ineficiência militar, na qual dois policiais covardes prenderam um inocente na viatura e, com frieza, mataram o cidadão asfixiado.
É evidente, portanto, a importância de medidas que apaziguem a proteção comunitária. Destarte, o Ministério da Cidadania, órgão que maneja os interesses públicos, deve, por meio de investimentos estatais, criar mais pontos de apoio nas favelas e aprimorar os testes psicológicos dos militares. Logo, essas ações terão o fito de melhorar a segurança pública. Assim, a realidade perturbadora do livro “Terra Sonâmbula” não será, de fato, presente no país.