Desafios e estratégias para a conservação da vida marinha e o uso sustentável dos oceanos
Enviada em 15/10/2025
No filme “Não olhe para cima”, observa-se a despreocupação popular com o futuro do planeta, mesmo com os avisos televisionados, as pessoas preferiram ignorar e continuar suas rotinas. Igualmente, presencia-se esse cenário na atuali-dade, mesmo diante dos alertas ambientais, a sociedade prefere ignorar os alerta e continua poluindo, principalmente os oceanos. Esse ecossistema é crucial para a vida na Terra, sendo responsável majoritariamente por disponibilizar o ar que res-piramos, por meio da fotossíntese realizada pelas algas. Dessa forma, é indispensá-vel a implementação de medidas públicas para preservar a vida marinha.
Em primeira análise, é importante ressaltar o impacto negativo das petrolíferas na vida marinha. Por diversas vezes, o derramamento de petróleo prejudicou a fauna e flora do ambiente marinho. Sob essa ótica, conforme dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o Brasil registrou 731 ocorrências de acidentes na exploração de petróleo marítima em 2024. Assim, esses acidentes geralmente resultam em contaminação do oceano com petróleo, o que impede a entrada de luz solar e diminui a quantidade de oxigênio dissolvido. Dessa maneira, prejudicando as algas e plânctons, a base da cadeia alimentar, interferindo no ciclo de vida marinha.
Outrossim, salienta-se a negligência governamental diante desta situação, considerando que a Petrobras possui majoritariamente as ações da empresa, portando o governo também é responsável pelos acidentes na exploração de petróleo. Nesse contexto, enquadra-se a música “Podres Poderes”, do Caetano Veloso, queixando-se da má gestão do país, corrupta e despreocupada com o meio ambiente, simultaneamente à alienação popular da grave situação ambiental.
Diante dos fatos expostos, para preservar a vida marinha, cabe ao Ministério do Meio Ambiente - órgão responsável por proteger a natureza e garantir que o desenvolvimento do país aconteça sem destruir o meio ambiente - criar uma fiscalização específica para as ações da Petrobras evitando a contaminação oceânica, por meio de fiscais biólogos, dentro da empresa, para repassar relatórios do cotidiano a serem analisados. Assim sendo, será possível obter uma exploração sustentável do oceano, sem prejudicar a vida marinha.