Desafios e estratégias para a conservação da vida marinha e o uso sustentável dos oceanos
Enviada em 14/10/2025
A falta de preservação em relação aos ambientes marinhos pode se relacionar diretamente com causas antrópicas como foi o caso de Mariana, o qual se alastrou para rios e, consequentemente, para os mares destruindo, assim uma grande biodiversidade em decorrência de uma exploração predatória. Dessa maneira, pode se ressaltar como duas principais causas da problemática: a inércia estatal e a falta de organizações especializadas na proteção marinha.
Sob uma primeira análise, é possível destacar a falta de tomadas de decisões por parte do governo como um dos destaques para a continuidade do imbróglio. Dessa maneira, é importante salientar as ideias do escritor e jornalista Gilberto Dimenstein que, em sua obra “Cidadão de papel”, infere que o governo, apesar de possuir medidas de proteção conservadoras do seu ambiente marinho, ainda não apresenta sua efetiva concretização na realidade, o que pode ser observado pela grande degradação desse ecossistema na atualidade.
Outrossim, é necessário realçar que a falta de unidades de conservação especializados nessa área tem como consequência a permacência do problema. Sob esse prisma, é válido destacar o pensamento da filósofa Hannah Arendt que, em sua obra “Eichmann em Jerusalém”, reafirma a “banalidade do mal” no cenário contemporâneo, o qual indica que existe a normalização na sociedade em relação ao impacto negativo do ser humano nos oceanos. Nesse aspecto, devido à existência desse preceito, ainda não são criados orgãos fundamentais na fiscalização desses mares, o que dificulta uma,consequente,preservação.
Logo, é necessário que o ministério do meio ambiente - principal orgão responsável pela preservação da natureza em seu território - confeccione medidas através da criação de orgãos especializados em conservação dos leitos oceânicos, a fim de sanar esse cenário. Nesse plano, cada vez mais a humanidade se encontrara distante das ideias providas por Gilberto Dimenstein.