Desafios e estratégias para a conservação da vida marinha e o uso sustentável dos oceanos

Enviada em 27/10/2025

Durante a revolução industrial, diversos avanços tecnológicos foram aplicados nas grandes industrias. Com isso, aplica-se sobre a sociedade o pensamento do lucro, que visa maior produção em pró do lucro. Sob esse viés, pode-se destacar dois aspectos: o uso exacerbado de recursos naturais e a atribuição culpória à população.

Em primeiro lugar, é importante destacar o uso exacerbado de recursos naturais como promotor do problema. Segundo Humbolt, naturalista do século XIX, maravilhado com a fauna e flora da região sul-americana, via seus habitantes como se fossem mendigos sobre de um saco de ouro, referindo-se a suas incomensuráveis riquezas naturais não exploradas. Tal pensamento reflete a mentalidade capitalista, que atribui as paisagens um lucro a ser capitalizado as custas do meio ambiente e da população, que sofrem impacto direto ao terem seus mares e rios eutrofizados, interferindo em sua saúde e fonte de renda. O capitalismo requer um crescimento infinito para um planeta com recursos finitos, caso nenhuma ação seja tomada, a problemática se perpertuará.

Em segundo lugar, é notório que a atribuição culpória à população é apenas uma ação do governo para ofuscar o real problema. Durante a crise hídrica que atingiu a região brasileira, o Estado apelou à campanhas de incentivo voltadas para a econômia de água por parte da população. Entretando, de acordo com uma pesquisa realizada pelo G1, 80% dos recursos hídricos são utilizados pelo agronegócio, ou seja, mesmo com a diminuição do uso hídrico por parte dos cidadãos, nenhum real impacto seria visto. Dessa forma, o problema não será extinto enquanto não houver nenhuma atitude governamental.

Assim, medidas exequíveis devem ser tomadas para que se amenize a problemática na sociedade brasileira. Para isso, é preciso que o Governo Federal, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, fiscalize as grandes empresas acerca do uso de recursos naturais, impondo um limite para a exploração desses recursos, a fim de amenizar a exploração ambiental, e uma multa caso esse limite seja extrapolado, direcionando todo capital recolhido para a população diretamente atingida pela atividades dessas empresas. Desse modo,