Desafios e estratégias para a conservação da vida marinha e o uso sustentável dos oceanos
Enviada em 17/10/2025
Barão de Itararé, famoso jornalista alternativo durante a Ditadura no país, estava certo ao dizer: “O Brasil é feito por nós, só falta desatar os nós”. Partindo desse pressuposto, a falta de conservação da vida marinha e o uso insustentável dos oceanos se apresentam como os “nós” a serem desatados. Em suma, um caminho possível para a resolução do quadro pressupõe a diminuição da negligência estatal, bem como de estigmas enraizados.
Diante desse cenário, é imperativo pontuar a negligência estatal como promotora do empecilho. Segundo o célebre sociólogo Thomas Hobbes: “O Estado é responsável pelo bem-estar social”. Assim, o uso indevido do ambiente marinho é consequência da falha do governo, pois não direciona verbas suficientes para fiscalizar as pescas ilegais e atividades costeiras. Desse modo, alastra-se o uso indevido dos oceanos já que não tem punição para os indivíduos que praticam atos criminosos. Em resumo, é cristalino que a negligência estatal deve ser barrada.
Ademais, é importante apontar os estigmas enraizados como colaboradores do impasse. Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só evolui quando um se mobiliza com o problema do outro. Dessa forma, o caminhar social está atrofiado, uma vez que é comum o cidadão não enxergar problema à cerca do equivocado manuseio da vida marinha e do uso insustentável dos oceanos. Logo, se perpetua ações que degradam os oceanos sem nenhum freio, como: pescarias desordenadas e poluição dos oceanos. Assim, essa situação se torna preocupannte para o ascender social. Em síntese, é essencial que esses estigmas se extinguam.
Portanto, medidas devem ser tomadas para que essa probemática cesse. Dessarte, com o intuito de mitigar a negligência estatal, o Governo Federal, por meio de parcerias com o Ministério das Relações Exteriores, deve investir na fiscalização no âmbito dos oceanos. Tal iniciativa, terá a finalidade de vigiar e punir as pescarias ilegais e atividades que prejudicam a vida marinha. Além disso, precisa criar campanhas publicitárias -em redes sociais, televisão e internet-, que incutam nos cidadãos a necessidade de cuidar dos oceanos e dos seres aquáticos. Só assim, a preservação da vida marinha e o uso sustentável dos oceanos será uma realidade e deixará de conter “nós” a serem desatados, como descrito por Barão de Itararé.