Desafios e estratégias para a conservação da vida marinha e o uso sustentável dos oceanos
Enviada em 06/11/2025
No panorama atual brasileiro, é indispensável a priorização de estratégias que contemplem as dificuldades para a conservação da vida marinha e a sustentabilidade oceânica. Em virtude disso, a COP30, que ocorrerá em Belém no Pará, possui como um dos objetivos promover a economia azul. Considerando que, o mercado do Brasil usufrui de múltiplas maneiras do mar, com destaque na indústria petrolífera e pesqueira. Portanto, é de suma importância a adoção de medidas que visem preservá-los, a título de exemplo a manutenção correta das plataformas de petróleo e a fiscalização sobre o descarte ilegal de lixo nas águas.
Nesta perspectiva, um dos principais problemas ambientais deste setor de geração de energia, são seus vazamentos. A partir do material despejado, peixes e corais se asfixiam os levando a óbito. Segundo dados do projeto Tamar, milhares de tartarugas ao longo dos anos contraíram doenças provenientes do contato com o óleo. De acordo com o exposto, é notória a necessidade de estratégias na contenção e minimização de acidentes, respectivamente por meio de produtos químicos convertedores e inibidores das manchas. Outro viés, é a redução das falhas laborais e no manuseio do composto, por meio do aumento dos procedimentos de inspeção e equipes com maior preparo para tanto.
Ademais, o despejo de lixo no meio marítimo durante as últimas 6 décadas, resultou em ilhas de plástico flutuante. Atualmente podendo medir mais do que 3 vezes o território da França, o arquipélago de detritos afeta diretamente a fauna local. Conforme informado pelo projeto Tamar, o excedente de dejetos plásticos no meio aquoso pode causar á morte das tartarugas, via sufocamento por objetos como sacolas. Possibilitando mudanças nesse quadro, a adoção de programas de incentivo a reciclagem poderá reduzir a produção destes insumos.
Em suma, a amenização dos empecilhos com relação a integridade do ecossistema marítimo no Brasil, cabe ao Ministério do Meio Ambiente, direcionar verbas para instituições como a Petrobrás e ás cooperativas de reciclagem, de maneira que possam implementar tecnologias de prevenção a poluição, como os químicos neutralizantes que facilitam a retirada do óleo cru da superfície oceânica. Consequentemente alcançando a economia azul, um dos objetivos da COP30.