Desafios e estratégias para a conservação da vida marinha e o uso sustentável dos oceanos
Enviada em 18/10/2025
Na música “Aquarela do Brasil”, Ary Barroso retrata o país de maneira ufanista, exaltando sua fauna e flora. Entretanto, quando o assunto é a conservação da vida marinha e o uso sustentável dos oceanos, é perceptível que há desafios que não fazem jus às belezas de “Aquarela”. Nesse sentido, é imprescindível compreender os efeitos da retirada de espécies marinhas de seus habitats naturais e da poluição dos oceanos nessa temática.
Em primeiro plano, é necessario entender que esse quadro é oriundo da retirada de espécies marinhas de seus habitats naturais. No filme “Procurando Nemo”, Nemo, um peixe palhaço, é retirado de seu habitat natural para ser colocado em um aquário. Assim como no filme, ocorre a captura de animais dos oceanos para serem utilizados de maneira ornamental, o que compromete o bem-estar dos animais. Ao retirá-los do ambiente original, observa-se a diminuição da reprodução natural das espécies, que gera um desequilíbrio nos ecossistemas marinhos, revelando a urgência de medidas concretas para mitigar esse problema.
Além disso, a poluição dos oceanos também contribui para a permanência da dificuldade em utilizar os oceanos de forma sustentável. Tal realidade pode ser explicada pelo fenômeno da eutrofização, que é caracterizado pela proliferação de algas decorrente do excesso de nutrientes decorrentes de esgoto e matéria orgânica. Com isso, há diminuição de oxigênio para o ambiente aquático, ocorrendo a degradação de habitats e a ameaça à biodiversidade, pois sem oxigênio, não há vida.
Torna-se evidente, portanto, que há desafios para a conservação da vida marinha e o uso sustentável dos oceanos. Para reverter esse quadro cabe ao IBAMA — órgão responsável pela fiscalização ambiental — implementar políticas de proteção, a fim de controlar a captura de espécies e, às autoridades municipais, reduzir e tratar os resíduos orgânicos despejados nos oceanos. Com essas medidas, espera-se que o Brasil fora da musica possa ser tão bonito como o descrito por Ary Barroso.